Brasileirão 2026: os 5 técnicos que mais resistem
Um estudo do CIES aponta o alto turnover de treinadores no Brasil. Conheça os cinco técnicos que mantêm a equipe desde o início da temporada 2026.

Em resumo
Segundo levantamento do CIES Football Observatory, o Brasileirão 2026 apresenta alta rotatividade de treinadores, com cerca de 85% dos clubes trocando de comando em 12 meses. Abel Ferreira, Rogério Ceni, Odair Hellmann, Vagner Mancini e Rafael Guanaes são os únicos que mantêm a base desde o início da temporada.
No cenário atual do Brasileirão 2026, a instabilidade técnica é a regra, não a exceção. Levantamentos recentes indicam que o campeonato brasileiro figura entre as ligas com maior rotatividade de treinadores no mundo, o que torna a continuidade de um comando técnico um feito notável. Apenas cinco profissionais mantêm suas equipes desde o início do ano, desafiando a média nacional de permanência, que gira em torno de oito meses.
O cenário de alta rotatividade no futebol brasileiro
A chamada "ciranda" de técnicos no Brasil é um fenômeno amplamente documentado. De acordo com o CIES Football Observatory, citado pela Jovem Pan, o país ocupa a sexta posição entre as ligas com mais trocas de comando. O dado revela que cerca de 85% dos clubes da elite mudaram de técnico em um período de 12 meses. Nesse contexto, um tempo médio de permanência de 8 a 8,6 meses define a realidade do mercado, onde poucos trabalhos ultrapassam a marca de dois anos.
Essa volatilidade impacta diretamente o planejamento tático e a construção de elencos. Quando um treinador parte, a filosofia de jogo, as contratações e a mentalidade da equipe passam por um reset constante. Para os clubes que conseguem manter a base, o benefício se reflete em uma identidade de jogo mais clara e em resultados mais consistentes ao longo da temporada.
Os cinco nomes que resistem à pressão
Entre os clubes que disputam a Série A em 2026, cinco treinadores se destacam por terem mantido o cargo desde o início do campeonato. Cada um representa um perfil diferente de resistência e sucesso.
Abel Ferreira e a longevidade no Palmeiras
O nome mais recente e simbólico dessa lista é Abel Ferreira, técnico do Palmeiras. Presente no clube desde o final de 2020, ele completa cerca de seis anos de trabalho. Ferreira não apenas resiste à pressão, como é o técnico mais longevo da atual Série A e um dos mais duradouros da história recente do futebol nacional. Seu legado inclui 11 títulos, entre eles duas Libertadores e dois Brasileirões, consolidando-o como o maior campeão da história da instituição.
Rogério Ceni e a consolidação no Bahia
Rogério Ceni mantém seu cargo no Bahia desde setembro de 2023, o que representa mais de três anos de trabalho. Sua chegada foi motivada pela necessidade de evitar o rebaixamento, mas o técnico transformou a equipe em um protagonista continental. A classificação para a Libertadores após décadas de ausência e a conquista de títulos regionais, como o Baiano e a Copa do Nordeste, evidenciam como a estabilidade gera resultados tangíveis. Ceni ocupa a segunda posição entre os trabalhos mais longevos da atual divisão.
Odair Hellmann e a transformação no Athletico-PR
No Athletico-PR, Odair Hellmann está no comando desde maio de 2025. Sua gestão foi marcada por uma trajetória de ascensão, levando o time da Série B para a disputa pelas vagas de destaque na tabela da Série A. Hellmann é considerado o técnico mais longevo da era Petraglia no clube e já renovou seu contrato, demonstrando a confiança da diretoria em seu projeto de transformação e consistência.
Estabilidade em Bragantino e Mirassol
Outros dois nomes completam o grupo de resistentes: Vagner Mancini, do Red Bull Bragantino, e Rafael Guanaes, do Mirassol. Ambos mantêm suas equipes desde o início do Brasileirão 2026. No caso do Mirassol, a estabilidade tem um peso especial, dado o menor porte estrutural do clube em comparação aos gigantes financeiros do campeonato. Para esses treinadores, a permanência é uma prova de que é possível competir e sobreviver no campeonato sem cair na tentação da demissão precoce, mesmo sem os ciclos históricos de Ferreira e Ceni.
Por que a continuidade é rara?
A dificuldade em manter um técnico no Brasil está ligada a fatores culturais e financeiros. A expectativa imediata por resultados, aliada à pressão da torcida e da mídia, cria um ambiente onde a paciência é vista como fraqueza. No entanto, os dados mostram que a instabilidade custa caro em termos de desempenho e de investimento em elenco. Os cinco técnicos citados acima provam que, mesmo em 2026, apostar na continuidade é uma estratégia viável e, em muitos casos, premiada com títulos e boas colocações.
Perguntas frequentes
Qual a média de tempo de um técnico no Brasileirão?
Segundo os dados do CIES Football Observatory citados pela Jovem Pan, o tempo médio de permanência de um treinador no Brasileirão gira em torno de 8 a 8,6 meses.
Quem é o técnico mais longevo do Brasileirão 2026?
Abel Ferreira, do Palmeiras, é o técnico mais longevo da Série A 2026, pois está no clube desde o final de 2020.
Quantos clubes trocaram de técnico nos últimos 12 meses?
Cerca de 85% dos clubes da elite brasileira trocaram de técnico em um período de 12 meses, segundo o levantamento do CIES.



