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Congresso do Paraguai suspende análise da renúncia

A análise da renúncia de Santiago Peña foi suspensa no Congresso do Paraguai após a saída de governistas do plenário. A crise política se agravou com a disputa entre governo e oposição.

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Congresso do Paraguai suspende análise da renúncia de Santiago Peña em meio à crise política
Foto: Jovem Pan

Em resumo

O Congresso do Paraguai suspendeu a análise da renúncia de Santiago Peña nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, após governistas deixarem o plenário e derrubarem o quórum. Segundo a Jovem Pan, a crise ocorreu em meio à disputa política com a oposição e ao avanço de um processo de impeachment ligado ao escândalo do Ueno Bank.

A análise da renúncia de Santiago Peña foi suspensa pelo Congresso do Paraguai nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, depois que governistas deixaram o plenário e provocaram falta de quórum para a votação, segundo o portal Jovem Pan. A decisão ocorreu em meio a uma forte disputa política entre governo e oposição e no auge da crise bancária que atingiu o país.

O que aconteceu no Congresso do Paraguai

A sessão parlamentar havia sido convocada para decidir se o Congresso aceitaria ou não a renúncia apresentada por Peña, eleito em 2023. No entanto, a análise foi interrompida quando parte da base governista abandonou o plenário, inviabilizando a votação.

De acordo com a Jovem Pan, a saída dos governistas ocorreu após um embate político intenso no Legislativo. Sem o número mínimo de parlamentares presentes, o Congresso não conseguiu avançar na deliberação sobre o futuro político do presidente.

Por que Santiago Peña renunciou

Peña anunciou sua renúncia na tarde de quinta-feira, em um vídeo publicado nas redes sociais. No pronunciamento, afirmou que tomou a decisão pensando na estabilidade do país, na paz social e na preservação das instituições democráticas.

Ele também pediu desculpas à população. Em sua fala, disse: "Nunca foi minha intenção defraudar a confiança". O presidente afirmou ainda que sua prioridade era a tranquilidade dos paraguaios que confiaram suas economias no sistema financeiro.

Segundo o material publicado pela Jovem Pan, a renúncia está ligada ao escândalo envolvendo o Ueno Bank, instituição associada a antigos sócios do chefe de Estado.

Como a crise bancária pressionou o governo

A crise ganhou força após protestos em Assunção, na terça-feira (3), quando milhares de paraguaios foram às ruas para cobrar a liberação do dinheiro depositado no Ueno Bank. A instituição foi colocada sob intervenção depois de ser considerada insolvente.

O Banco Central do Paraguai determinou o bloqueio de recursos públicos e das economias de milhões de clientes. Na quarta-feira (4), o órgão também suspendeu temporariamente saques de dinheiro de determinados fundos de investimentos vinculados ao banco.

Ainda segundo a Jovem Pan, o Ueno Bank atendia quase metade dos 6,4 milhões de paraguaios. O Banco Central informou que fará um adiantamento da garantia do Fundo de Garantia de Depósitos aos poupadores, com antecipação de até 40 salários mínimos. Dívidas pendentes com a instituição serão descontadas desse valor.

Impeachment avançava antes da renúncia

Antes do anúncio de Peña, um processo de impeachment já avançava no Legislativo. A principal bancada governista havia divulgado apoio à saída do presidente.

O líder do Partido Colorado, Horacio Cartes, afirmou em comunicado publicado no X que a legenda apoiaria o julgamento político para, segundo ele, "reconduzir a institucionalidade da República".

A Câmara havia iniciado a sessão para analisar a acusação contra Peña. Segundo o jornal paraguaio ABC Color, a adesão da bancada governista, com 35 deputados presentes, somou-se ao apoio de outros grupos políticos e abriu a possibilidade de votação unânime.

Para que o processo siga ao Senado, são necessários dois terços dos votos dos deputados presentes. Caso avance, a eventual destituição dependerá do julgamento pela Câmara Alta.

O que pode acontecer agora

Com a suspensão da análise da renúncia, o cenário político no Paraguai segue indefinido. O Congresso precisa retomar a sessão para decidir se aceita ou não a saída de Peña, enquanto o processo de impeachment também segue como alternativa institucional em meio à crise.

A situação combina três frentes de pressão:

  • a renúncia formal do presidente
  • a falta de quórum no Congresso
  • a crise bancária que mobilizou a população e ampliou o desgaste político

A instabilidade também foi agravada pelas medidas judiciais e financeiras ligadas ao Ueno Bank. A Justiça do Paraguai determinou a prisão preventiva de oito suspeitos de envolvimento na crise bancária, entre eles o presidente do banco, Juan Manuel Gustale, e o diretor-executivo, Federico Miguel Vázquez.

Entenda a crise bancária no Paraguai

O caso do Ueno Bank se tornou o centro da turbulência política. A instituição foi considerada insolvente e passou a sofrer intervenções do Estado. Para os poupadores, o governo anunciou medidas de proteção, mas o impacto social foi imediato.

A crise expôs a tensão entre o governo e a oposição e acabou influenciando diretamente a agenda do Congresso. A suspensão da análise da renúncia de Santiago Peña mostra como a disputa política paraguaia passou a ser conduzida sob forte pressão popular e institucional.

Perguntas frequentes

O Congresso do Paraguai aceitou a renúncia de Santiago Peña?

Não. Segundo a Jovem Pan, a análise foi suspensa após a saída de governistas do plenário e a consequente falta de quórum.

Por que Santiago Peña renunciou?

Ele anunciou a renúncia em meio ao escândalo envolvendo o Ueno Bank e afirmou que agia para preservar a estabilidade do país e as instituições democráticas.

O que está por trás da crise no Paraguai?

A crise envolve a situação do Ueno Bank, protestos de poupadores, medidas do Banco Central e a disputa política entre governo e oposição, que levou ao travamento da votação no Congresso.

A suspensão da análise sobre a renúncia de Santiago Peña não encerra a crise, apenas adia uma decisão que segue cercada por pressão política, crise financeira e incerteza institucional no Paraguai.