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Desenhos bíblicos da Record: vereadora aciona MPF

A vereadora Amanda Vetorazzo, do União e ligada ao MBL, acionou o MPF após a mudança na classificação indicativa de desenhos bíblicos exibidos pela Record. O caso levanta debate sobre classificação, horário de exibição e possível censura.

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Vereadora de São Paulo contesta classificação de desenhos bíblicos da Record
Foto: Metrópoles

Em resumo

Segundo o portal Metrópoles, a vereadora paulistana Amanda Vetorazzo, do União e ligada ao MBL, pediu ao MPF que reavalie a mudança na classificação indicativa de desenhos bíblicos exibidos pela Record. A alteração, feita em 29 de outubro, elevou a faixa para 12 anos e pode tirar os programas das manhãs de domingo.

A vereadora de São Paulo Amanda Vetorazzo, do União e ligada ao MBL, acionou o Ministério Público Federal para contestar a mudança na classificação indicativa de desenhos bíblicos exibidos pela Record. Segundo o portal Metrópoles, ela pede que a decisão seja revista por entender que a nova faixa etária funciona, na prática, como um impedimento à exibição no horário tradicional de domingo pela manhã.

O que motivou a reação da vereadora

De acordo com o Metrópoles, a discussão começou após a classificação dos desenhos passar de livre para não recomendada para menores de 12 anos. A alteração foi feita na quinta-feira passada, 29 de outubro, e, na prática, afeta a exibição do conteúdo nas manhãs de domingo, faixa em que os desenhos vinham sendo transmitidos há cerca de 20 anos.

Na representação enviada ao MPF, Amanda argumenta que a mudança não deveria ser tratada como simples orientação etária, mas como uma restrição com efeito direto sobre a programação. Para ela, o novo enquadramento gera impacto na grade da emissora e pode inviabilizar a continuidade da exibição no horário em que o público está acostumado a assistir ao conteúdo.

O que a parlamentar sustenta no pedido

A vereadora afirma que a classificação indicativa tem caráter pedagógico e informativo, e não pode ser usada como mecanismo de bloqueio. Na visão dela, a majoração da faixa para 12 anos cria uma recomendação de exibição apenas após as 20h, o que, na prática, prejudicaria a transmissão dominical matutina.

Segundo a representação citada pelo Metrópoles, Amanda também afirma que houve erro técnico na análise do material. Ela sustenta que o órgão responsável desconsiderou atenuantes previstos no próprio Guia Prático de Classificação Indicativa, como:

  • contexto fantasioso;
  • contexto histórico;
  • contexto educativo;
  • formato de animação infantil.

A parlamentar aponta ainda exemplos que, segundo ela, teriam sido enquadrados de forma inadequada, como o vinho da Santa Ceia interpretado como “drogas lícitas” e a crucificação e batalhas históricas classificadas como “violência e atos criminosos”.

O que Amanda pede ao Ministério Público Federal

Ainda conforme o Metrópoles, Amanda Vetorazzo solicita que a reclassificação seja revista. Caso isso não ocorra, ela pede que seja proposta uma Ação Civil Pública para buscar a nulidade do ato administrativo que considera viciado.

A vereadora também quer acesso à íntegra do parecer técnico que embasou a medida adotada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O objetivo, segundo a representação, é entender os critérios usados para a nova classificação e verificar se houve falha na análise.

Entenda por que o caso ganhou destaque

O caso ganhou repercussão porque envolve três temas sensíveis ao mesmo tempo: classificação indicativa, liberdade de programação e conteúdos religiosos em TV aberta. Além disso, a mudança afeta um formato que, segundo a própria representação, está há duas décadas na grade dominical.

A discussão também chama atenção por envolver uma emissora de grande alcance e um conteúdo que, embora seja voltado ao público infantil em formato de animação, traz referências bíblicas e cenas históricas. Isso abriu espaço para interpretações diferentes sobre o que deve ou não ser considerado inadequado para crianças e adolescentes.

O que diz a cobertura do Metrópoles

O caso foi publicado na coluna de Ramiro Brites, no Metrópoles, em 3 de novembro de 2026, às 16h20. A reportagem informa que a mudança na classificação ocorreu na semana anterior e que a parlamentar acionou o MPF para pedir revisão do ato administrativo.

Segundo o portal, a vereadora vê a decisão como uma espécie de “censura disfarçada”, expressão usada para defender que a classificação, embora formalmente válida, teria efeito prático de impedir a exibição dos desenhos no horário em que tradicionalmente iam ao ar.

Possíveis desdobramentos

O pedido apresentado por Amanda pode levar a diferentes caminhos, dependendo da análise do Ministério Público Federal e dos órgãos responsáveis pela classificação indicativa. Entre os desdobramentos possíveis, estão:

  • revisão da faixa etária atribuída aos desenhos;
  • manutenção da classificação atual;
  • solicitação de esclarecimentos técnicos sobre o parecer;
  • eventual judicialização do caso, se houver entendimento de que o ato precisa ser questionado na Justiça.

Por enquanto, o ponto central é a contestação da mudança feita em 29 de outubro e o impacto que ela pode ter sobre a exibição dos programas na Record.

Perguntas frequentes

Quem é a vereadora que acionou o MPF?

A autora do pedido é Amanda Vetorazzo, vereadora de São Paulo pelo União e integrante do MBL, segundo o Metrópoles.

O que mudou na classificação dos desenhos bíblicos da Record?

Os desenhos deixaram de ser classificados como livres e passaram a ser não recomendados para menores de 12 anos, de acordo com a reportagem.

Por que a mudança é contestada?

A parlamentar afirma que a nova faixa etária funciona como uma barreira à exibição no domingo de manhã e que houve erro técnico ao avaliar o conteúdo, ignorando atenuantes previstos no guia de classificação.

O que observar daqui para frente

O caso deve seguir em análise no campo administrativo e, possivelmente, jurídico. O ponto mais importante para acompanhar é se o Ministério Público Federal vai acolher o pedido de revisão, se haverá nova avaliação do conteúdo e se a classificação será mantida ou alterada.

Enquanto isso, a discussão continua girando em torno de uma pergunta central: a classificação indicativa foi apenas uma orientação ou acabou produzindo, na prática, um efeito de restrição sobre a programação?