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Farra do INSS: Fachin devolve caso a Mendonça

Edson Fachin devolveu a André Mendonça as apurações da Farra do INSS, mas manteve sob sua alçada os procedimentos ligados ao Caso Master por até 90 dias. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, segundo o Metrópoles.

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Fachin e Mendonça no STF, com destaque para Farra do INSS e Caso Master
Foto: Metrópoles

Em resumo

Segundo o Metrópoles, Edson Fachin devolveu a André Mendonça as investigações da Farra do INSS nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, por não ver motivos para manter o caso na Presidência do STF. Já os procedimentos ligados ao Caso Master seguirão com Fachin por até 90 dias, enquanto a PF envia relatórios com menções a ministros.

A Farra do INSS voltou para o gabinete do ministro André Mendonça, enquanto o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu manter sob sua responsabilidade os procedimentos ligados ao Caso Master por até 90 dias. A informação foi publicada pelo portal Metrópoles, que relatou a decisão assinada nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026.

O que decidiu Fachin

De acordo com o Metrópoles, Fachin enviou ao gabinete de Mendonça os procedimentos relacionados aos descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social. Na avaliação do presidente do STF, não havia elementos que justificassem a permanência desses casos sob sua condução.

A decisão reforça que a atuação da Presidência do Supremo nesses procedimentos é excepcional, sobretudo quando aparecem indícios de envolvimento de integrantes da Corte.

Por que o Caso Master continua com Fachin

Já no Caso Master, Fachin optou por manter os procedimentos na Presidência do STF por até 90 dias. Segundo o portal, a medida foi tomada porque ainda é preciso analisar informações sobre possíveis referências a ministros do Supremo nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.

O caso chegou ao gabinete de Fachin depois que Mendonça apresentou mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes.

Ainda segundo o Metrópoles, Fachin aguarda o envio de relatórios da PF com menções a integrantes da Corte. O objetivo é evitar novos desgastes institucionais, como os registrados em episódio anterior envolvendo relatório sobre relações do ministro Dias Toffoli, então relator do Caso Master, com a teia ligada a Daniel Vorcaro.

O que está em jogo nas apurações

As duas frentes tratam de temas diferentes, mas ambas passaram pela análise da Presidência do STF por envolverem possíveis conexões com autoridades com foro na Corte.

No caso da Farra do INSS, a devolução a Mendonça indica que, na visão de Fachin, não havia motivo para manter a apuração fora do fluxo normal do gabinete responsável.

No Caso Master, porém, a permanência temporária com Fachin mostra que o Supremo quer primeiro verificar se há elementos que exijam tratamento especial antes de qualquer desmembramento das investigações.

Entenda em resumo

  • Farra do INSS: voltou para André Mendonça.
  • Caso Master: segue com Edson Fachin por até 90 dias.
  • A PF deverá enviar relatórios com menções a ministros do STF.
  • A decisão foi publicada nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, segundo o Metrópoles.

O que diz a decisão

Na decisão citada pelo portal, Fachin escreveu que, nos limites da competência do caso, cabe ao Plenário, sob relatoria da Presidência, receber a investigação e fazer o desmembramento quando necessário. A medida reforça que o Supremo ainda analisa quais trechos devem permanecer sob sua alçada.

O despacho também mostra que a Presidência do STF está atuando de forma cautelosa diante de informações que podem envolver ministros da Corte, especialmente em um momento em que a PF ainda prepara relatórios complementares.

Por que a PF entrou no centro da apuração

A Polícia Federal aparece como peça importante porque os relatórios que ela deve encaminhar a Fachin podem indicar menções a ministros do STF. Segundo o Metrópoles, esse envio foi alinhado entre o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o presidente da Corte há duas semanas.

A ideia é que o material chegue organizado para permitir uma análise prévia antes de qualquer movimentação processual mais ampla.

Perguntas frequentes

O que é a Farra do INSS?

É o nome dado às apurações sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS, que agora voltaram ao gabinete de André Mendonça, segundo o Metrópoles.

Por que o Caso Master ficou com Fachin?

Porque o ministro quer analisar relatórios da PF que podem trazer menções a integrantes do Supremo antes de decidir os próximos passos.

Por quanto tempo o Caso Master ficará com a Presidência do STF?

Pelo prazo informado na decisão, por até 90 dias.

O que observar daqui para frente

O próximo passo depende do envio dos relatórios da PF e da análise de Fachin sobre eventuais menções a ministros do Supremo. Só depois disso o STF poderá definir se mantém tudo na Presidência ou se faz o desmembramento das apurações.

Por ora, a principal mudança é clara: a Farra do INSS saiu da alçada direta de Fachin e voltou para Mendonça, enquanto o Caso Master segue sob acompanhamento da Presidência do Supremo em caráter temporário.