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Gadi Eisenkot pode substituir Netanyahu em Israel

Gadi Eisenkot ganhou apoio suficiente no Parlamento para ser indicado à formação de governo em Israel, mas a decisão final ainda depende do presidente Isaac Herzog. O cenário, segundo a Jovem Pan, envolve disputas entre blocos e pressão por uma coalizão de unidade nacional.

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Gadi Eisenkot em destaque com o Parlamento de Israel ao fundo
Foto: Jovem Pan

Em resumo

Gadi Eisenkot, líder da oposição israelense, recebeu apoio parlamentar suficiente para ser indicado a liderar as negociações de formação de governo em Israel, segundo a Jovem Pan. A decisão final cabe ao presidente Isaac Herzog, que deve anunciar sua posição no domingo após novas conversas com líderes partidários.

Gadi Eisenkot passou a ser o nome mais forte para substituir Benjamin Netanyahu na liderança do governo de Israel, após obter apoio parlamentar suficiente para receber a missão de formar uma coalizão. Segundo a Jovem Pan, o resultado fortaleceu a posição do líder da oposição, mas a definição final ainda depende da decisão do presidente Isaac Herzog.

Quem é Gadi Eisenkot

Eisenkot nasceu em 19 de maio de 1960, em Tiberíades, em Israel. Ele ingressou em 1978 nas Forças de Defesa Israelenses, conhecidas pela sigla IDF, e construiu uma carreira militar de mais de 40 anos.

Ao longo dessa trajetória, chegou ao posto de 21.º Chefe do Estado-Maior Geral da IDF, função que exerceu de 2015 até janeiro de 2019. Depois disso, deixou o comando e foi sucedido pelo tenente-general Aviv Kohavi.

Na política, foi eleito para a 25ª legislatura do Knesset pelo Partido da Unidade Nacional, em 2022. No Parlamento, atuou como presidente da Subcomissão de Doutrina de Segurança e Desenvolvimento de Força e também integrou o Comitê de Relações Exteriores e Defesa, além de outras subcomissões ligadas à segurança e inteligência.

O que aconteceu no Parlamento

De acordo com a Jovem Pan, Eisenkot conseguiu 67 apoios entre os parlamentares, enquanto Netanyahu ficou com 46. Houve ainda 7 abstenções. Tradicionalmente, a missão de formar governo em Israel é concedida à pessoa que recebe o apoio do maior número de membros do Parlamento.

Esse resultado abriu espaço para que Eisenkot fosse tratado como o principal cotado para liderar as negociações, mas não encerrou a disputa. O presidente Isaac Herzog afirmou que ainda precisa avaliar se há condições reais para a formação de um governo, diante dos vetos mútuos entre blocos e dentro dos próprios blocos.

Por que a decisão ainda não foi tomada

Herzog deve anunciar sua decisão no domingo, após nova rodada de conversas com líderes partidários. Em declaração reproduzida pela Jovem Pan, ele disse que os resultados das consultas parecem claros, mas que a autoridade concedida por lei a ele é a de determinar quem tem capacidade de formar governo.

Segundo o veículo, o presidente trabalha nos bastidores para construir um governo de unidade nacional que reúna partidos judaicos sionistas. Essa alternativa excluiria tanto as legendas árabes quanto as ultraortodoxas.

Apoio árabe e desgaste de Netanyahu

A movimentação em torno de Eisenkot ganhou força com o apoio de partidos árabes. A Lista Unida anunciou que apoiaria o parlamentar, reforçando sua posição contra Netanyahu. O Ra’am, outro partido árabe-israelense, já havia manifestado apoio ao nome de Eisenkot.

A legenda justificou sua posição afirmando que a decisão atende à demanda popular de impedir o retorno de Netanyahu ao poder. Já o partido Judaísmo Unido da Torá, aliado histórico de Netanyahu, optou por se abster, o que enfraqueceu as chances do atual primeiro-ministro de receber a missão de formar o próximo governo.

O peso político da indicação

A disputa pela formação de governo em Israel não depende apenas da quantidade de votos recebidos por um líder, mas também da capacidade de reunir uma maioria estável. É por isso que, mesmo com o apoio numérico de Eisenkot, a definição segue em aberto.

Segundo a Jovem Pan, o cenário é marcado por três fatores principais:

  • apoio parlamentar superior ao de Netanyahu
  • resistência do presidente Isaac Herzog em bater o martelo de imediato
  • tentativa de costurar uma coalizão mais ampla, com ou sem participação de partidos árabes

O partido Yashar também pressionou Herzog a indicar Eisenkot para a formação do governo. De acordo com a legenda, o total de apoios recebidos pelo parlamentar seria o maior número de recomendações a um candidato desde 2015.

Protestos e reação nas ruas

A disputa política também foi parar nas ruas. Na quinta-feira, manifestantes se reuniram em frente à casa do presidente, em Jerusalém, para pedir um governo de unidade entre Netanyahu e Eisenkot. Em outro ponto da cidade, israelenses defenderam a participação dos árabes no futuro governo.

Esse contexto mostra como a formação de governo em Israel segue dividindo opiniões dentro e fora do Parlamento. Ao mesmo tempo em que cresce a pressão por mudança, ainda há resistência sobre quais partidos devem compor a eventual coalizão.

O que está em jogo agora

Se Isaac Herzog confirmar a indicação, Eisenkot terá a missão de conduzir as negociações para montar o novo governo. Se não houver acordo, o impasse político pode continuar, já que o país segue dividido entre blocos com dificuldades para fechar uma maioria.

A situação coloca Eisenkot no centro da disputa e enfraquece a posição de Netanyahu, que tenta manter influência apesar da perda de apoio entre aliados e do avanço de novas articulações parlamentares.

Perguntas frequentes

Gadi Eisenkot já é primeiro-ministro de Israel?

Não. Ele é o nome cotado para receber a missão de formar governo, mas a decisão final ainda depende do presidente Isaac Herzog.

Quantos parlamentares apoiaram Gadi Eisenkot?

Segundo a Jovem Pan, Eisenkot recebeu 67 apoios, contra 46 de Netanyahu, além de 7 abstenções.

Quando Isaac Herzog vai anunciar a decisão?

O presidente disse que revelará sua decisão no domingo, após nova rodada de conversas com líderes partidários.

O cenário político em Israel

A possível ascensão de Gadi Eisenkot mostra uma mudança importante no tabuleiro político israelense. Ex-militar de alta patente, ele reúne apoio parlamentar relevante e conta com respaldo de partidos que buscam impedir a volta de Netanyahu ao comando do governo.

Ainda assim, a definição depende da leitura institucional de Isaac Herzog sobre quem realmente tem condições de formar uma maioria. Até lá, o processo segue aberto, com negociações intensas e forte pressão política em torno do próximo passo.