Impeachment de Peña avança após crise bancária no Paraguai
A bancada governista e Horacio Cartes passaram a apoiar o impeachment de Santiago Peña no Paraguai. A decisão ocorre em meio à crise provocada pelo colapso do Ueno Bank.

Em resumo
No Paraguai, o impeachment de Santiago Peña avançou nesta quinta-feira, 5, após a bancada governista e Horacio Cartes anunciarem apoio ao processo, segundo o ABC Color e a Jovem Pan. A crise veio com o colapso do Ueno Bank, ligado a antigos sócios do presidente, e a Câmara iniciou a análise da acusação.
O impeachment de Peña avançou no Paraguai nesta quinta-feira, 5, depois de a bancada governista na Câmara e o ex-presidente Horacio Cartes anunciarem apoio ao processo, em meio à crise provocada pelo colapso do Ueno Bank, segundo o portal Jovem Pan e o jornal paraguaio ABC Color.
O que aconteceu no Paraguai
A Câmara dos Deputados iniciou nesta manhã a sessão para analisar a acusação contra o presidente Santiago Peña. O movimento ganhou força após a principal bancada governista informar que votará a favor do julgamento político, o que amplia o isolamento do chefe de Estado.
De acordo com a cobertura da Jovem Pan, o anúncio ocorreu após a crise bancária que atingiu o Ueno Bank, instituição ligada a antigos sócios de Peña. O caso abriu uma nova frente de pressão política sobre o governo paraguaio.
Apoio de Cartes e da bancada governista
Horacio Cartes, ex-presidente do Paraguai e presidente da Associação Nacional Republicana, o Partido Colorado, publicou um comunicado no X afirmando que a legenda apoiará o processo. Ele disse: “Não estaremos ao lado do saque dos fundos públicos, privados e dos aposentados”.
Em nota separada, a bancada ANR “A” informou que votará a favor da acusação constitucional. O grupo disse que a decisão se baseia em convicções republicanas e no respeito às instituições democráticas.
Segundo o material publicado pela Jovem Pan, a bancada afirmou que, acima de qualquer interesse pessoal ou político, estão a República, suas instituições e a vontade do povo paraguaio.
Como anda o processo de impeachment
A sessão na Câmara começou nesta quinta-feira para analisar a acusação contra Peña. Segundo o ABC Color, a adesão da bancada, com 35 deputados presentes, somou-se ao apoio de outros grupos políticos e abriu a possibilidade de votação unânime.
Para encaminhar o processo ao Senado, são necessários dois terços dos votos dos deputados presentes. Se a acusação avançar, a destituição dependerá do julgamento pela Câmara Alta.
Em outras palavras, o primeiro passo já está em curso, mas a eventual saída de Peña ainda depende de uma sequência de votações no Congresso paraguaio.
Crise bancária pressiona o governo
A crise que impulsionou a ofensiva política começou com a dissolução do Ueno Bank pelo Banco Central paraguaio, que suspendeu operações e saques nesta semana.
Segundo a Associated Press, o banco mantinha cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, dos quais aproximadamente US$ 380 milhões eram do instituto estatal de previdência. O caso provocou protestos em Assunção e levou à detenção de oito executivos e empresários ligados ao banco.
Essa combinação de pressão econômica e desgaste político ajudou a consolidar o apoio ao impeachment de Peña, que agora enfrenta um cenário de maior isolamento institucional.
O que pode acontecer com a Presidência
O ABC Color informou que Cartes também se reuniu com o vice-presidente Pedro Alliana para discutir a sucessão presidencial em caso de saída de Peña. Pela Constituição, Alliana assumiria a Presidência se houver destituição.
O jornal também afirmou que o presidente da Câmara, Raúl Latorre, disse que Peña se considera inocente e pretende enfrentar o processo.
Assim, o desfecho depende do ritmo da tramitação legislativa e da votação dos deputados e senadores nas próximas etapas.
Entenda os pontos centrais do caso
- A Câmara iniciou a análise da acusação contra Santiago Peña.
- Horacio Cartes e a bancada governista anunciaram apoio ao impeachment.
- A crise começou com o colapso do Ueno Bank.
- O Banco Central paraguaio suspendeu operações e saques do banco.
- O processo ainda precisa passar pelo Senado para uma eventual destituição.
Por que o caso ganhou tanta força
O caso ganhou relevância porque mistura crise financeira, desgaste político e disputa institucional. A ligação do banco com antigos sócios do presidente ampliou a pressão sobre Peña, enquanto o apoio da bancada governista retirou uma das principais bases de sustentação do governo.
Além disso, o volume de depósitos públicos citado pela Associated Press aumentou a sensibilidade do episódio, já que a crise atingiu diretamente recursos ligados ao Estado e à previdência.
Perguntas frequentes
O impeachment de Peña já foi aprovado?
Não. A Câmara iniciou a análise da acusação, mas a destituição ainda depende de novas votações e do julgamento no Senado.
Qual foi o motivo da crise política no Paraguai?
A crise foi agravada pelo colapso do Ueno Bank, que levou à suspensão de operações e saques e aumentou a pressão sobre o governo de Santiago Peña.
Quem pode assumir a Presidência se Peña sair?
Segundo o ABC Color, o vice-presidente Pedro Alliana assumiria a Presidência, conforme prevê a Constituição paraguaia.
O que observar nos próximos dias
Os próximos passos devem mostrar se a votação na Câmara terá apoio suficiente para enviar a acusação ao Senado. Também será importante acompanhar a reação do governo, a posição dos demais grupos políticos e os desdobramentos da crise bancária que deu origem ao impasse.
Por enquanto, o que se sabe é que o impeachment de Peña deixou de ser apenas uma hipótese e passou a integrar oficialmente a pauta política do Paraguai, com apoio explícito de setores importantes da base governista.



