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Impeachment de Santiago Peña avança no Paraguai

O Senado do Paraguai vai retomar nesta sexta-feira a análise do processo contra Santiago Peña. A sessão está marcada para as 10h, com defesa do presidente no plenário.

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Senado do Paraguai retoma processo de impeachment de Santiago Peña em sessão nesta sexta
Foto: Jovem Pan

Em resumo

O Senado do Paraguai retomará nesta sexta-feira, às 10h, a análise do processo contra Santiago Peña, segundo a Jovem Pan. O presidente deve comparecer ao plenário para se defender das acusações, em meio à crise política e ao impacto do escândalo envolvendo o Ueno Bank.

O Senado do Paraguai vai dar continuidade, nesta sexta-feira, ao processo de impeachment de Santiago Peña. Segundo a Jovem Pan, a audiência está marcada para as 10h, no horário de Brasília, e o presidente paraguaio deve comparecer ao plenário para se defender das acusações.

A retomada ocorre após uma quinta-feira marcada por forte tensão política em Assunção. O Senado encerrou a primeira sessão sem concluir a análise do caso, depois que governistas deixaram o plenário, o que provocou falta de quórum. Com isso, a discussão foi suspensa e uma sessão extraordinária foi agendada para a manhã seguinte.

O que acontece no Senado do Paraguai

O processo em curso é tratado como uma etapa decisiva da crise política que envolve o governo paraguaio. A sessão desta sexta-feira deve recolocar o tema em pauta, com a presença de Santiago Peña no plenário para apresentar sua defesa.

De acordo com o material da Jovem Pan, o Senado ignorou o pedido de renúncia do presidente e encerrou a primeira sessão sem uma definição final sobre o impeachment. A expectativa é de que a audiência desta sexta reabra a discussão no Legislativo e avance sobre as acusações que cercam o mandatário.

Peña, eleito em 2023, passou a enfrentar pressão crescente após o escândalo envolvendo o Ueno Bank, instituição ligada a antigos sócios do chefe de Estado. O caso ampliou a crise política e alimentou a tramitação do processo no Congresso.

Como a crise chegou ao impeachment

Antes da nova sessão no Senado, o processo já havia avançado na Câmara. Segundo a Jovem Pan, a principal bancada governista divulgou apoio à saída do presidente. Em comunicado citado no texto de origem, a legenda afirmou: “Não estaremos ao lado do saque dos fundos públicos, privados e dos aposentados”.

A declaração reforçou a mudança de postura de parte da base política e abriu caminho para a continuidade do julgamento político. Ainda segundo o veículo de origem, a Câmara havia iniciado a sessão para analisar a acusação contra Peña e, com a adesão de diferentes grupos políticos, surgiu a possibilidade de votação unânime.

Para que o processo siga ao Senado, são necessários dois terços dos votos dos deputados presentes. A eventual destituição, porém, depende do julgamento pela Câmara Alta, que agora retoma a análise.

O peso do escândalo bancário

A crise ganhou força após protestos em Assunção. Milhares de paraguaios foram às ruas na terça-feira, cobrando a liberação de dinheiro retido no Ueno Bank. A instituição foi colocada sob intervenção depois de ser considerada insolvente, ou seja, sem capacidade de honrar seus compromissos.

O Banco Central do Paraguai determinou o bloqueio de recursos públicos e das economias de milhões de clientes. Na quarta-feira, o órgão suspendeu temporariamente saques de dinheiro de determinados fundos de investimentos vinculados ao Ueno Bank. A instituição atendia quase metade dos 6,4 milhões de paraguaios.

Além disso, o Banco Central informou que fará um adiantamento da garantia do Fundo de Garantia de Depósitos aos poupadores do banco. A antecipação será de até 40 salários mínimos, com dedução de dívidas pendentes com a instituição financeira.

A Justiça do Paraguai também determinou a prisão preventiva de oito suspeitos de envolvimento na crise bancária. Entre eles, estão o presidente do Ueno Bank, Juan Manuel Gustale, e o diretor-executivo da instituição, Federico Miguel Vázquez.

O que pode acontecer agora

O cenário político no Paraguai segue aberto. A sessão desta sexta-feira é importante porque deve mostrar se o Senado avança na responsabilização de Santiago Peña ou se a crise será administrada em outra frente institucional.

Na prática, o que está em jogo é a continuidade do governo em meio a uma combinação de pressão política, desgaste público e impacto financeiro sobre a população. A presença do presidente no plenário indica que a defesa formal será um momento central do processo.

Perguntas frequentes

Quando o Senado do Paraguai retoma o processo de impeachment?

A continuidade da análise está marcada para esta sexta-feira, às 10h, no horário de Brasília.

Santiago Peña vai participar da sessão?

Segundo a Jovem Pan, o presidente deve comparecer ao plenário para se defender das acusações.

O que motivou a crise política no Paraguai?

O processo ganhou força após o escândalo envolvendo o Ueno Bank, além da pressão política que levou parte da base governista a apoiar a saída de Peña.

A nova sessão no Senado será, portanto, um teste decisivo para a resposta institucional do Paraguai à crise que se formou em torno do presidente e do sistema financeiro do país.