Impeachment de Santiago Peña avança no Paraguai
O Senado do Paraguai aprovou o impeachment de Santiago Peña nesta sexta-feira, em meio à crise provocada pelo escândalo envolvendo o Ueno Bank. A decisão ocorre após tentativas de renúncia e disputas sobre o direito de defesa.

Em resumo
O Senado do Paraguai aprovou o impeachment de Santiago Peña nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, após a crise bancária ligada ao Ueno Bank e a tentativa de renúncia do presidente. Segundo o portal Jovem Pan, o processo avançou porque o plenário rejeitou o pedido de prorrogação da defesa e seguiu para a decisão final.
O Senado do Paraguai aprovou o impeachment de Santiago Peña nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, em meio à crise política e financeira que atingiu o país após o escândalo envolvendo o Ueno Bank, segundo o portal Jovem Pan. A votação avançou depois de uma série de recessos, da análise das provas apresentadas pela acusação e da rejeição ao pedido de mais prazo para a defesa.
O que aconteceu no Senado do Paraguai
De acordo com a Jovem Pan, o Senado paraguaio votou pela abertura do impeachment de Santiago Peña com 44 votos favoráveis. O processo ganhou força após o presidente anunciar que renunciaria ao cargo, em meio à repercussão do caso ligado ao banco Ueno Bank, instituição associada a antigos sócios do chefe de Estado.
A sessão foi marcada por impasses processuais. O senador Éver Villalba defendeu que o caso seguisse os ritos formais e cobrou a presença do presidente ou de seus advogados para sustentar o pedido de prorrogação do prazo de defesa. O pedido, no entanto, foi negado.
Entenda o contexto da crise
O caso que desencadeou a crise política no Paraguai envolve a liberação de recursos bloqueados de parte da população. Segundo a Jovem Pan, milhares de paraguaios foram às ruas de Assunção na terça-feira, 3 de novembro, para cobrar acesso ao dinheiro congelado no Ueno Bank.
A reportagem informa que o episódio ampliou a pressão sobre Santiago Peña e levou o Congresso a acelerar a análise do impeachment. Antes mesmo da votação final, o presidente já havia sinalizado a intenção de sair do cargo.
Como foi a sessão no Senado
A reunião no Senado passou por vários intervalos antes da decisão. Depois de uma pausa inicial de 30 minutos, o plenário voltou a se reunir, mas a sessão foi interrompida novamente sem a presença de Peña. Em seguida, apenas os advogados do presidente, Adolfo Ferreiro e Ricardo Preda, falaram ao plenário.
Os defensores contestaram o tempo disponível para preparar a estratégia jurídica. Depois, o Senado aceitou de forma unânime, com 41 votos, as provas apresentadas pela acusação. Na sequência, o presidente da Casa, Basilio “Bachi” Núñez, pediu um recesso de 45 minutos, antes da retomada que antecedeu a fase decisiva do julgamento.
O que disse a defesa de Peña
Segundo a Jovem Pan, a defesa de Santiago Peña argumentou que a saída mais adequada seria aceitar formalmente a renúncia apresentada pelo presidente e encerrar o processo extraordinário. O advogado Adolfo Ferreiro afirmou que a continuidade do julgamento poderia gerar consequências internacionais e mencionou a possibilidade de recurso à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Já Ricardo Preda sustentou que a negativa de mais prazo prejudicou a preparação de uma defesa técnica adequada. Ele afirmou que não houve tempo suficiente para analisar a denúncia e o conjunto de provas apresentado pela Câmara dos Deputados.
Os advogados também apontaram que a ausência de prazo razoável dificultaria a oitiva de integrantes de órgãos reguladores e a contestação das acusações de interferência atribuídas ao presidente.
Por que o impeachment avançou
O avanço do impeachment ocorreu em um cenário de desgaste político e de pressão pública. A reportagem da Jovem Pan destaca que o processo já tramitava no Legislativo antes do anúncio de renúncia de Santiago Peña. Além disso, a principal bancada governista passou a sinalizar apoio à saída do presidente.
A crise ganhou contornos mais amplos porque o caso foi associado ao congelamento de bens de grande parte da população, o que alimentou protestos nas ruas e ampliou a cobrança por uma resposta institucional.
O que pode acontecer agora
Com a aprovação do impeachment no Senado, o caso entra em sua fase decisiva no Parlamento paraguaio. A reportagem não detalha todos os próximos passos formais, mas mostra que a disputa agora se concentra no desfecho jurídico e político da renúncia e da eventual destituição.
A defesa insiste que houve violação ao devido processo legal. Já o Senado sustenta a continuidade da tramitação com base nas provas e no andamento do processo já existente.
Perguntas frequentes
O Senado do Paraguai aprovou mesmo o impeachment de Santiago Peña?
Sim. Segundo a Jovem Pan, o Senado aprovou o impeachment com 44 votos favoráveis nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026.
Por que Santiago Peña entrou em crise política?
A crise se agravou após o escândalo envolvendo o Ueno Bank, além da pressão causada pelo congelamento de bens de parte da população e pelos protestos em Assunção.
A defesa de Peña contestou a decisão?
Sim. Os advogados afirmaram que faltou tempo para preparar a defesa e indicaram que podem recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Resumo do caso
- O Senado paraguaio aprovou o impeachment de Santiago Peña.
- A votação ocorreu após uma crise bancária e forte pressão política.
- A defesa alegou falta de prazo e contestou o rito do processo.
- O caso ainda deve seguir desdobramentos jurídicos e institucionais no Paraguai.
A decisão marca um novo capítulo da crise política no Paraguai e coloca Santiago Peña no centro de um processo que combina disputa institucional, pressão popular e questionamentos sobre o devido processo legal.



