Medicamento falso contra câncer: operação do MPSP
Uma operação do Ministério Público de São Paulo apura a venda de medicamentos oncológicos falsificados pela distribuidora NacionalFarma. Segundo o Metrópoles, uma das unidades chegou a ser administrada em um paciente em Araras.

Em resumo
Segundo o Metrópoles, o Ministério Público de São Paulo apura uma distribuidora suspeita de vender medicamentos oncológicos falsificados. Em abril de 2025, uma unidade foi administrada em um paciente no Hospital Unimed de Araras, após a venda de nove unidades falsas. A operação ocorreu em 5 de novembro de 2026.
Um medicamento falso contra câncer foi administrado em um paciente no Hospital Unimed de Araras, no interior de São Paulo, segundo o portal Metrópoles. O caso faz parte de uma operação do Ministério Público de São Paulo, realizada nesta quinta-feira, 5 de novembro, contra uma distribuidora suspeita de vender remédios oncológicos falsificados.
O que aconteceu na operação
De acordo com o Metrópoles, a investigação mira a distribuidora NacionalFarma, apontada como responsável pela venda de unidades falsificadas de um medicamento usado no tratamento de câncer. O caso ganhou força porque uma dessas unidades chegou a ser aplicada em um paciente, enquanto as demais foram recolhidas antes do uso.
A apuração indica que a venda ocorreu mesmo após uma primeira fase da operação, realizada em novembro de 2024. Na ocasião, as autoridades já haviam identificado a circulação de um imunoterápico falsificado e confirmado a fraude por meio de perícia oficial.
Como o caso chegou ao paciente
Segundo o portal, em abril de 2025 a mesma distribuidora vendeu nove unidades falsificadas de outro medicamento oncológico ao Hospital Unimed de Araras. Uma dessas unidades foi administrada em um paciente e as outras oito foram recolhidas pela própria NacionalFarma, que depois as substituiu por outro lote.
O material informa ainda que esse novo lote coincidia com uma carga roubada em Uberaba, em Minas Gerais, em novembro de 2024. Esse detalhe reforça a suspeita de que o esquema envolvia mais de uma camada de irregularidades na origem dos produtos.
O que apura o Ministério Público de São Paulo
O MPSP cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em cidades do interior paulista e também na capital. Ao todo, são três mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão, com ações em Araraquara, Matão, Marília, Mirassol e São Paulo.
Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores dos investigados, de empresas ligadas a eles e de laranjas. Sete empresas tiveram a atividade interrompida.
Segundo a reportagem do Metrópoles, a investigação aponta que a distribuidora integrava uma rede de empresas interligadas, algumas sem estrutura operacional nos endereços informados. Entre janeiro e novembro de 2024, a empresa teria emitido notas fiscais de saída do imunoterápico falsificado que somam mais de R$ 1,5 milhão, com destino a compradores de sete estados.
Quem são os alvos da operação
A operação tem como alvos de prisão preventiva Nalva Braz do Nascimento, Petter Gabriel Cavalcante Chagas e Sharlene Chaves Barbosa. O Metrópoles informa que a investigação atribui funções específicas a cada um deles dentro do esquema.
- Nalva Braz do Nascimento é apontada como dona da NacionalFarma e responsável legal perante a Anvisa.
- Petter Gabriel Cavalcante Chagas atuava na negociação com hospitais e na documentação fiscal usada para justificar a origem dos medicamentos.
- Sharlene Chaves Barbosa era ligada à área financeira e à emissão de notas por meio de pessoas jurídicas laranjas.
Entenda a segunda fase da Operação Laziosi
A nova etapa da investigação é tratada como segunda fase da Operação Laziosi. O Metrópoles lembra que a primeira fase ocorreu em novembro de 2024, quando houve a descoberta da ligação da distribuidora com uma rede de empresas usadas para dar aparência legal à circulação de produtos falsificados.
Na nova ofensiva, o foco é aprofundar a apuração sobre a origem dos medicamentos, o fluxo de dinheiro e a participação de empresas sem atividade real. O objetivo é esclarecer como os produtos chegaram a hospitais e quais pessoas e estruturas sustentavam o esquema.
Por que esse caso preocupa
O caso chama atenção porque envolve medicamentos usados em tratamento oncológico, área em que a confiança na procedência é essencial. Quando um remédio falso entra na cadeia de distribuição, o risco não se limita ao prejuízo financeiro, mas atinge diretamente a segurança do paciente.
No episódio apurado pelo Metrópoles, a suspeita é de que uma unidade falsificada tenha sido aplicada em um paciente em Araras. Isso torna a investigação ainda mais sensível, já que o problema não ficou restrito à esfera administrativa ou comercial.
O que se sabe até agora
Até o momento, com base nas informações publicadas pelo Metrópoles, os principais pontos são estes:
- a NacionalFarma é apontada como distribuidora suspeita de vender medicamentos oncológicos falsificados;
- uma unidade foi administrada em um paciente no Hospital Unimed de Araras;
- outras oito unidades foram recolhidas antes do uso;
- a Justiça determinou prisões, buscas, bloqueio de bens e interrupção de empresas;
- a investigação relaciona o caso a uma rede de empresas e a notas fiscais superiores a R$ 1,5 milhão.
Perguntas frequentes
O que motivou a operação do MPSP?
A operação foi motivada pela suspeita de venda de medicamentos oncológicos falsificados por uma distribuidora, segundo o Metrópoles.
Houve paciente afetado pelo medicamento falso?
Sim. O portal informa que uma das unidades falsificadas foi administrada em um paciente no Hospital Unimed de Araras, em abril de 2025.
Quantas empresas foram atingidas na operação?
Segundo a reportagem, sete empresas tiveram a atividade interrompida.
O caso segue em investigação e o Metrópoles informa que tenta contato com os acusados. Enquanto isso, a apuração do Ministério Público de São Paulo busca esclarecer o alcance do esquema e a participação de cada envolvido na circulação dos medicamentos falsificados.



