Remédios falsos contra câncer: quem são os presos
Três suspeitos foram presos em São Paulo por envolvimento em um esquema de venda de medicamentos oncológicos falsificados. A operação também bloqueou bens e interrompeu empresas ligadas ao caso.

Em resumo
Segundo o Metrópoles, três pessoas foram presas em 5 de novembro de 2026 por suspeita de envolvimento na venda de medicamentos oncológicos falsificados: Nalva Braz do Nascimento, Petter Gabriel Cavalcante Chagas e Sharlene Chaves Barbosa. As prisões ocorreram na segunda fase da Operação Laziosi, do MPSP, que também cumpriu mandados de busca, bloqueou bens e suspendeu empresas ligadas ao esquema.
Quem são os 3 presos por esquema de venda de remédios falsos contra câncer? Segundo o portal Metrópoles, os suspeitos são Nalva Braz do Nascimento, Petter Gabriel Cavalcante Chagas e Sharlene Chaves Barbosa, presos em 5 de novembro de 2026 por envolvimento na venda de medicamentos oncológicos falsificados.
As prisões ocorreram durante a segunda fase da Operação Laziosi, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Além das detenções, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão e atingiu empresas ligadas ao grupo investigado.
O que diz a investigação
De acordo com o Metrópoles, a apuração aponta que o esquema envolvia a comercialização de remédios usados no tratamento de câncer, com unidades falsificadas que chegaram a ser administradas em pacientes. Um caso citado na reportagem informa que um paciente do interior de São Paulo recebeu uma unidade falsa.
A investigação também sustenta que a distribuidora ligada ao caso operava com uma rede de empresas interligadas, algumas sem estrutura operacional nos endereços informados.
Quem são os presos
O portal Metrópoles identificou os três presos e descreveu o papel atribuído a cada um deles pela promotoria:
- Nalva Braz do Nascimento: apontada como dona da NacionalFarma, distribuidora acusada de vender os medicamentos falsificados. Segundo a reportagem, ela tinha acesso integral e exclusivo aos sistemas internos de gestão da empresa e era a responsável legal perante a Anvisa.
- Petter Gabriel Cavalcante Chagas: segundo a investigação, atuava como elo da distribuidora com o mercado hospitalar, negociando cotações e providenciando documentação fiscal para justificar a origem dos medicamentos. Ele também é apontado como dono de uma das empresas laranjas usadas no esquema.
- Sharlene Chaves Barbosa: descrita como responsável pela ligação financeira do grupo, com conhecimento da operação e função de emitir notas fiscais por meio de pessoas jurídicas laranjas, dando suporte ao fluxo de capitais.
Como foi a operação
Ainda segundo o Metrópoles, a segunda fase da Operação Laziosi cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em cidades paulistas, incluindo Araraquara, Matão, Marília, Mirassol e a capital.
A Justiça também determinou:
- bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores dos investigados;
- bloqueio de bens de empresas ligadas aos suspeitos e de laranjas;
- interrupção das atividades de sete empresas.
O histórico do caso
A distribuidora já havia sido alvo da Operação Laziosi em novembro de 2024. Na ocasião, segundo o texto original, um laboratório de um imunoterápico de alto custo usado no tratamento do câncer informou a venda de uma unidade falsificada a um hospital da capital paulista, e uma perícia oficial confirmou a falsificação.
O Metrópoles informa que, entre janeiro e novembro de 2024, a distribuidora teria emitido notas fiscais de saída do imunoterápico falsificado que somam mais de R$ 1,5 milhão, com destinatários em sete estados.
Mesmo após a primeira ação policial, a reportagem diz que, em abril de 2025, a mesma distribuidora vendeu nove unidades falsificadas de outro medicamento oncológico ao Hospital Unimed de Araras. Uma dessas unidades chegou a ser administrada em um paciente, enquanto as outras oito foram recolhidas e substituídas por outro lote.
Por que o caso chama atenção
O caso chama atenção porque envolve medicamentos destinados ao tratamento de câncer, área em que a autenticidade do produto é essencial para a segurança do paciente. A reportagem do Metrópoles destaca que a investigação encontrou indícios de um esquema com empresas interligadas, uso de laranjas e movimentação financeira para sustentar a operação.
Além disso, a suspeita de que um paciente tenha recebido uma unidade falsificada reforça a gravidade do caso e a dimensão do impacto na rede de saúde.
O que acontece agora
Com a nova fase da operação, o MPSP amplia a apuração sobre a atuação da distribuidora e das empresas associadas. O Metrópoles informa que os suspeitos ainda não tinham tido o posicionamento divulgado no momento da publicação, e que o espaço estava aberto para atualizações.
A reportagem também indica que a investigação segue em andamento para rastrear a origem dos medicamentos, a movimentação financeira e a participação de cada investigado no esquema.
Perguntas frequentes
Quem foi preso no caso dos remédios falsos contra câncer?
Foram presos Nalva Braz do Nascimento, Petter Gabriel Cavalcante Chagas e Sharlene Chaves Barbosa, segundo o Metrópoles.
Qual operação levou às prisões?
As prisões ocorreram na segunda fase da Operação Laziosi, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo.
Houve bloqueio de bens no caso?
Sim. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores, além da interrupção das atividades de sete empresas.
Entenda o caso em resumo
- três pessoas foram presas em São Paulo;
- a investigação envolve venda de medicamentos oncológicos falsificados;
- a operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão;
- houve bloqueio de bens e suspensão de empresas;
- o caso já era investigado desde 2024.
A apuração segue sob responsabilidade do Ministério Público de São Paulo, e o caso continua em desenvolvimento.



