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Santiago Peña: ex-presidente do Paraguai vai a quartel

Ex-presidente do Paraguai é transferido para unidade militar em Assunção após impeachment e protestos.

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Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai, sendo transferido para quartel militar em Assunção
Foto: Jovem Pan

Em resumo

Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai, foi transferido da prisão domiciliar para o Regimiento Escolta Presidencial em Assunção na noite de sexta-feira. A mudança ocorreu por segurança após protestos e confrontos, dias após seu impeachment e a posse de Pedro Alliana.

O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi transferido da prisão domiciliar para uma unidade militar em Assunção na noite de sexta-feira (06). A movimentação ocorreu horas após a sua destituição do cargo pelo Congresso e o decreto de prisão domiciliar pela Justiça, segundo informações divulgadas pelo portal Jovem Pan.

A transferência teve como principal motivação a segurança, em um contexto marcado por protestos em frente à residência onde Peña cumpria a medida. Manifestantes exigiam que o ex-chefe de Estado fosse levado a uma unidade prisional comum, o que gerou tensões e confrontos com a polícia no local.

O destino: um quartel, não uma prisão

Peña foi levado ao Regimiento Escolta Presidencial (REP), um quartel militar situado em Assunção. Essa instalação abriga uma unidade de elite das Forças Armadas paraguaias e é tradicionalmente utilizada para a segurança do chefe de Estado e de seus familiares, além de receber autoridades estrangeiras em visitas oficiais. Portanto, o local não tem a natureza de um presídio, mas sim de uma estrutura de segurança de alto nível.

Segundo o jornal paraguaio ABC, citado pela reportagem original, a comitiva que deixou a residência foi recebida com xingamentos e ovadas por parte dos manifestantes presentes. A cena reforça a gravidade do clima político no país, que vive uma instabilidade intensa desde a quebra do banco Ueno.

O contexto do impeachment

Santiago Peña foi destituído do cargo na tarde de sexta-feira, após a aprovação do impeachment pelo Congresso. A decisão judicial subsequente determinou sua prisão domiciliar, supostamente por envolvimento no escândalo do banco Ueno. A quebra dessa instituição financeira desencadeou uma crise econômica e política que abala o Paraguai, levando inclusive à renúncia do presidente do Banco Central e de outras autoridades do governo.

Com a saída abrupta de Peña, o então vice-presidente, Pedro Alliana, tomou posse como novo chefe de Estado ainda na sexta-feira (06). A transição de poder ocorreu em um ambiente de alta tensão social e política, com a população dividida entre a defesa da ordem pública e as manifestações contra a gestão anterior.

Impactos e reações

A mudança de local de detenção de Peña levanta questões sobre o tratamento jurídico e político dado a ex-chefes de Estado no Paraguai. Enquanto a defesa da segurança é o argumento oficial, a oposição e parte da população veem a transferência para uma unidade militar como um sinal de proteção especial ou de uma manobra política.

A crise no Paraguai continua a repercutir na região, com observadores internacionais atentando para as consequências econômicas e institucionais do episódio. A estabilidade do novo governo de Pedro Alliana será testada nos próximos dias, à medida que as investigações sobre o banco Ueno avançam e as manifestações no país continuam.

Perguntas Frequentes

Por que Santiago Peña foi levado a um quartel?

A transferência ocorreu por motivos de segurança, devido aos protestos e confrontos que aconteciam em frente à sua residência onde ele cumpria prisão domiciliar. O local escolhido é o Regimiento Escolta Presidencial, usado para segurança de autoridades.

O quartel onde Peña está é uma prisão?

Não. O Regimiento Escolta Presidencial (REP) é uma unidade militar de elite utilizada para a segurança do chefe de Estado e visitas oficiais, não possuindo a estrutura ou a finalidade de um presídio.

Quem é o atual presidente do Paraguai?

Pedro Alliana, que era o vice-presidente, tomou posse como novo chefe de Estado na sexta-feira (06), após o impeachment de Santiago Peña.