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TCU adia debate sobre preços da Petrobras

O Tribunal de Contas da União postergou uma vez mais a sessão plenária sobre a estratégia comercial de combustíveis da estatal.

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Fachada do Tribunal de Contas da União com a bandeira do Brasil ao fundo
Foto: Jovem Pan

Em resumo

O TCU adiou novamente o debate sobre a política de preços da Petrobras, realizado em 4 de novembro de 2026. O ministro Odair Cunha pediu vista do processo. A expectativa é de que o tema retorne à pauta na semana seguinte, focando na governança e não na fixação de preços.

O Tribunal de Contas da União (TCU) adiou novamente o debate em plenário sobre a política de preços da Petrobras, que estava agendado para 4 de novembro de 2026. A decisão ocorreu após um novo pedido de vista do ministro Odair Cunha, que solicitou mais tempo para análise do caso. A expectativa do tribunal é que o processo retorne à pauta na próxima quarta-feira, dia 11 de novembro.

Essa é a segunda oportunidade em que o ministro Odair Cunha utiliza a ferramenta de pedido de vista para pausar a análise. A justificativa oficial apresentada pelo magistrado é a existência de outro processo relacionado ao mesmo tema sob sua relatoria, o que exige uma análise mais aprofundada e integrada das questões jurídicas e administrativas envolvidas.

O que está em jogo na fiscalização

A fiscalização do TCU não tem o objetivo de definir os valores de venda do diesel e da gasolina no mercado. O foco da análise é a conformidade dos procedimentos internos e dos mecanismos de controle utilizados pela estatal. Em outras palavras, o tribunal quer verificar se a governança e os controles adotados pela companhia estão adequados para a implementação de sua política comercial.

A discussão central envolve a execução da chamada Estratégia Comercial de Diesel e Gasolina, adotada pela Petrobras em maio de 2023. Com essa mudança, a estatal deixou de utilizar exclusivamente a paridade de preços de importação (PPI) como referência para a formação dos preços dos combustíveis. A nova estratégia busca alinhar os preços domésticos a outros fatores de mercado, além do custo de importação.

Histórico da decisão e o papel do TCU

A relação entre o TCU e a Petrobras nesse tema possui um histórico recente. Em novembro de 2024, o tribunal determinou que a empresa formalizasse uma norma interna para detalhar a execução das diretrizes comerciais. Essa norma deveria incluir regras para o processo decisório, responsabilidades das áreas envolvidas e a utilização de indicadores de desempenho.

A estatal recorreu da decisão, argumentando que a determinação poderia interferir na autonomia de gestão da companhia. No entanto, em agosto de 2025, o TCU manteve a medida. Na ocasião, a Petrobras informou ter publicado um normativo interno sobre o tema, atendendo parcialmente à exigência do tribunal, o que levou ao agendamento da sessão plenária que acabou sendo adiada.

Impactos no mercado e na transparência

Segundo o portal Jovem Pan, a última sessão em que o processo foi pautado seria realizada em caráter reservado e sem transmissão virtual. Diferente das sessões ordinárias, que são abertas ao público, o caráter reservado foi justificado pela sensibilidade das informações sobre a estratégia comercial da companhia. Essa abordagem busca proteger dados estratégicos de uma empresa que opera em um setor vital para a economia brasileira, enquanto o tribunal avalia a legalidade e a eficiência dos controles internos.

O adiamento não significa que o tema foi descartado, mas sim que o TCU busca uma análise mais robusta antes de emitir um parecer final. Para os investidores e para o mercado de energia, a clareza sobre os controles de governança da Petrobras é um fator importante para a estabilidade e a previsibilidade do setor.

Perguntas frequentes

O TCU vai definir os preços da gasolina e do diesel?

Não. A fiscalização do TCU visa avaliar a conformidade dos procedimentos internos e dos mecanismos de controle da Petrobras. O tribunal não tem a atribuição de fixar os preços de venda dos combustíveis, mas sim de verificar se a governança adotada pela estatal segue as normas e regulamentos aplicáveis.

Por que o debate foi adiado novamente?

O ministro Odair Cunha fez um novo pedido de vista, justificando a necessidade de mais tempo para análise devido à existência de outro processo relacionado ao mesmo tema sob sua relatoria. Essa prática permite que o magistrado estude o caso com maior profundidade antes de votar.

Quando o processo volta à pauta?

A expectativa é de que o processo retorne à pauta do plenário do TCU na quarta-feira, dia 11 de novembro de 2026, para que o debate e a votação possam ocorrer.