Trump perde ação por difamação contra jornal
Um juiz federal da Flórida rejeitou a nova ação de Donald Trump contra o jornal The Wall Street Journal. O caso envolve uma reportagem sobre um cartão de aniversário ligado a Jeffrey Epstein.

Em resumo
Segundo o portal Jovem Pan, um juiz federal da Flórida rejeitou em 31 de outubro de 2026 a nova ação de Donald Trump por difamação contra o The Wall Street Journal. A decisão apontou falta de base para comprovar “malícia real” na reportagem sobre um cartão de aniversário ligado a Jeffrey Epstein.
Trump perdeu a nova ação por difamação contra o jornal The Wall Street Journal, após um juiz federal da Flórida rejeitar o processo em 31 de outubro de 2026. Segundo o portal Jovem Pan, a decisão foi tomada porque a queixa não apresentou elementos suficientes para comprovar que a reportagem teria sido publicada com “malícia real”.
O que decidiu o juiz
O juiz federal Darrin Gayles indeferiu a nova ação movida por Trump contra o jornal, que pedia 10 bilhões de dólares em indenização. De acordo com a Jovem Pan, o magistrado entendeu que o processo repetia a mesma falha apontada em uma tentativa anterior da equipe do presidente, sem atender aos requisitos mínimos exigidos em casos de difamação.
Na prática, a decisão encerra mais uma investida judicial de Trump contra a publicação. O juiz afirmou que não havia argumentação plausível de que cada réu tenha feito declarações difamatórias com malícia real, o que levou ao arquivamento da ação corrigida.
Entenda a origem da disputa
A ação surgiu depois de uma reportagem publicada em julho, que tratava de um álbum de aniversário preparado por Ghislaine Maxwell para Jeffrey Epstein em 2003. Segundo a notícia reproduzida pela Jovem Pan, o material incluía um cartão atribuído a Trump.
O jornal norte-americano não publicou a imagem do cartão, mas a informação ganhou nova dimensão quando democratas da comissão de supervisão da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos divulgaram a imagem em setembro de 2025, por meio das redes sociais.
A reportagem mencionava um cartão de aniversário associado a Epstein, no qual aparecia um esboço de uma figura de mulher nua. Abaixo da figura, havia a assinatura do magnata, simulando os pelos pubianos. Trump e a Casa Branca afirmam que o cartão é falso.
Por que o caso foi rejeitado
A principal razão para a rejeição foi a falta de comprovação de “malícia real”, requisito central em ações de difamação envolvendo figuras públicas. Segundo a decisão citada pela Jovem Pan, o tribunal entendeu que a nova petição não superou essa barreira jurídica.
Em termos práticos, isso significa que o juiz não viu base suficiente para sustentar que o jornal teria publicado a história com intenção deliberada de difamar ou com desprezo consciente pela verdade.
Entre os pontos destacados no caso estão:
- a repetição da tentativa judicial anterior;
- a ausência de elementos considerados suficientes para comprovar malícia real;
- o entendimento de que a ação corrigida também não atendia aos critérios mínimos para seguir adiante.
O que Trump pedia no processo
Trump havia pedido 10 bilhões de dólares, o equivalente a mais de 8,5 bilhões de euros, a título de indenização por danos e prejuízos. O valor foi solicitado após a publicação da reportagem que fez referência à imagem do cartão supostamente enviado a Epstein.
A ação foi apresentada inicialmente em julho, logo depois da publicação do texto sobre o álbum de aniversário preparado por Ghislaine Maxwell. O processo foi refeito, mas acabou rejeitado novamente pelo tribunal da Flórida.
O peso político e jurídico do caso
O episódio ganhou repercussão porque envolve Donald Trump, o jornal The Wall Street Journal e o nome de Jeffrey Epstein, figura central em um dos casos mais controversos dos Estados Unidos. A disputa também mostra como publicações sobre temas sensíveis podem gerar reação judicial imediata, especialmente quando envolvem autoridades ou ex-autoridades.
A decisão desta semana reforça que, em casos de difamação com figuras públicas, não basta contestar a reportagem: é necessário demonstrar, de forma plausível, os elementos exigidos pela lei, algo que o juiz entendeu não ter ocorrido nesta ação.
O que diz o material divulgado
De acordo com a Jovem Pan, a reportagem original não publicou a imagem do cartão, mas mencionou o conteúdo atribuído a Trump. Depois disso, a divulgação feita por democratas da comissão de supervisão da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos trouxe a imagem a público.
O caso segue marcado por versões conflitantes sobre a autenticidade do cartão. Trump e a Casa Branca sustentam que o material é falso, enquanto a disputa judicial se concentrou na forma como o jornal tratou a informação.
Perguntas frequentes
O juiz encerrou o processo contra o jornal?
Sim. Segundo a Jovem Pan, o juiz federal Darrin Gayles indeferiu a nova ação e determinou o arquivamento do caso.
Qual era o valor pedido por Trump?
Trump pediu 10 bilhões de dólares em indenização por danos e prejuízos.
O que motivou a ação judicial?
A ação foi motivada por uma reportagem sobre um álbum de aniversário de Jeffrey Epstein, preparado por Ghislaine Maxwell, que mencionava um cartão atribuído a Trump.
O que observar daqui para frente
Com a rejeição da nova ação, o caso evidencia os desafios legais enfrentados por figuras públicas ao contestar reportagens de veículos de imprensa. A decisão também mantém em destaque a disputa em torno da autenticidade do cartão e da cobertura jornalística sobre Epstein.
Para o leitor, o ponto central é este: o tribunal entendeu que a ação não apresentou base suficiente para avançar, e por isso o processo foi novamente indeferido.



