Economia

Agricultura familiar: R$ 10 milhões no semiárido baiano

Projeto do BNDES e da Petrobras vai investir cerca de R$ 10 milhões em 26 municípios baianos para fortalecer a produção e a comercialização de produtos agrícolas.

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Agricultores trabajando en el campo del semárido baiano con sistemas de cultivo agroecológico.
Foto: Agência Brasil - Economia

Em resumo

O BNDES e a Petrobras anunciaram um investimento de cerca de R$ 10 milhões para fortalecer a agricultura familiar no semiárido da Bahia. A iniciativa, denominada Sertão + Produtivo, beneficiará diretamente 720 agricultores em 26 municípios, focando em assistência técnica, capacitação e melhoria da produção agroecológica.

O semiárido da Bahia será o foco de um novo investimento de aproximadamente R$ 10 milhões voltado para o fortalecimento da agricultura familiar. A iniciativa, anunciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com a Petrobras, busca destravar a produção, o beneficiamento e a comercialização de produtos agrícolas na região. Segundo a Agência Brasil, o projeto será executado pela União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado da Bahia (Unicafes Bahia) e faz parte do programa Sertão + Produtivo.

Quem será beneficiado pelo projeto?

A ação direta alcançará 720 agricultores familiares que integram 27 cooperativas e associações distribuídas por 26 municípios do estado. A escolha dos beneficiados priorizou grupos que enfrentam maior vulnerabilidade socioeconômica. Dentre os números divulgados, destaca-se a presença significativa de mulheres e jovens na lista de beneficiados. Segundo os dados do BNDES, 504 mulheres e 504 jovens estarão envolvidos no projeto, além de 45 quilombolas. Vale ressaltar que esses grupos podem se sobrepor, o que amplifica o impacto social da iniciativa.

Os municípios que receberão os recursos incluem Anagé, Anguera, Barra do Choça, Caculé, Caetité, Candiba, Condeúba, Encruzilhada, Feira de Santana, Iaçu, Ibiassucê, Ipirá, Irará, Jacaraci, Licínio de Almeida, Nova Fátima, Pé de Serra, Pintadas, Poções, Presidente Jânio Quadros, Riachão do Jacuípe, Santa Bárbara, Santanópolis, Várzea da Roça, Guajerú e Planalto. Entre eles, Pintadas, Guajerú, Jacaraci, Ibiassucê, Presidente Jânio Quadros e Condeúba foram considerados prioritários pelo BNDES, com base em indicadores de presença da agricultura familiar, compras públicas e disponibilidade de tecnologias sociais de acesso à água.

O que o investimento inclui?

O prazo de execução do projeto é de 36 meses. Os recursos serão aplicados em ações concretas para modernizar e sustentar a produção rural na região. O foco principal é o apoio direto à produção, que inclui assistência técnica e extensão rural (Ater), capacitação e a abertura de novos canais de comercialização.

Entre as entregas previstas estão:

  • Implantação de 240 sistemas produtivos agroecológicos em propriedades rurais;
  • Estruturação ou melhoria de 11 unidades de beneficiamento, que incluem três minicentrais de abastecimento, quatro fábricas de ração e quatro entrepostos de ovos;
  • Criação de 12 feiras agroecológicas ou orgânicas para venda direta;
  • Realização de 180 oficinas de capacitação;
  • 7,2 mil visitas técnicas e 900 reuniões de assistência técnica e extensão rural.

Além disso, o projeto prevê a estruturação de 40 quintais produtivos com canteiros econômicos e galinheiros, 40 sistemas de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), 40 quintais associados a tecnologias de armazenamento de água e 120 sistemas agroecológicos para produção de ovos caipiras. Esses sistemas funcionará como unidades de referência para disseminar práticas adaptadas às condições locais do semiárido.

Por que o semiárido da Bahia é estratégico?

A região do semiárido baiano tem uma importância geográfica e demográfica significativa. Ela reúne 287 municípios organizados em 22 Territórios de Identidade, correspondendo a 85,6% do território estadual e concentrando 53,1% da população baiana. Nesse cenário, a agricultura familiar é a base da economia rural, respondendo por 78,24% dos estabelecimentos rurais da área.

A expectativa do BNDES é que o projeto amplie a produção e a renda dos agricultores, agregue valor aos produtos e melhore a gestão dos empreendimentos coletivos. O fortalecimento do acesso a mercados institucionais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), além do mercado privado, é um dos pilares da estratégia. A ação visa, portanto, não apenas aumentar a oferta de alimentos, mas também criar uma base sustentável para o desenvolvimento econômico local, reduzindo a vulnerabilidade socioeconômica que ainda marca grande parte do semiárido brasileiro.

Perguntas frequentes sobre o projeto

Quanto será investido no projeto?

O investimento total previsto é de cerca de R$ 10 milhões, destinado a fortalecer a produção, o beneficiamento e a comercialização de produtos agrícolas no semiárido da Bahia.

Quem executa o projeto?

A execução fica a cargo da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado da Bahia (Unicafes Bahia), sob a iniciativa do BNDES e da Petrobras.

Quanto tempo durará a execução?

O prazo estabelecido para a execução das ações do projeto é de 36 meses.