Caged: Brasil cria 121,3 mil empregos em setembro
O Brasil abriu 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada em setembro, segundo a Agência Brasil. O saldo ficou acima de agosto, mas abaixo do mesmo mês de 2025.

Em resumo
Segundo a Agência Brasil, o Brasil criou 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada em setembro, de acordo com o Caged divulgado em 4 de novembro de 2026. O resultado foi influenciado por serviços, indústria, comércio e construção, enquanto a agropecuária teve saldo negativo. O acumulado do ano também mostra queda frente a 2025.
O Brasil criou 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada em setembro, segundo a Agência Brasil, com base nos dados do Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 4 de novembro de 2026. O saldo é positivo, ficou acima de agosto, mas ainda mostra desaceleração na comparação com setembro de 2025.
O que mostrou o Caged em setembro
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados mede a diferença entre contratações e demissões. Em setembro, o país registrou 121,3 mil vagas formais abertas, um avanço de 24,7% em relação a agosto, quando foram criados 161 mil empregos.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, porém, o cenário foi de queda. A abertura de vagas recuou 43,5%, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia, de acordo com o texto publicado pela Agência Brasil.
Outro dado importante é que esse foi o menor resultado para meses de setembro desde 2020. A mudança na metodologia do Caged impede comparação direta com anos anteriores a 2020.
Acumulado do ano também desacelera
No acumulado de janeiro a setembro, o Caged registrou 1.248.914 vagas formais criadas em 2026, contra 1.731.398 no mesmo período de 2025. A queda no saldo acumulado foi de 27,9%.
Os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego incluem ajustes feitos quando empregadores entregam declarações fora do prazo. Isso significa que o resultado pode ser retificado em meses posteriores.
Quais setores mais contrataram
Quatro dos cinco setores pesquisados abriram vagas formais em setembro. A exceção foi a agropecuária, que teve mais demissões do que contratações.
- Serviços: 81.241 postos
- Indústria: 19.285 postos
- Comércio: 15.697 postos
- Construção civil: 9.468 postos
- Agropecuária: -4.381 postos
Os serviços lideraram com folga, puxados principalmente por atividades administrativas e serviços complementares, saúde humana e serviços sociais, além de transporte, armazenagem e correio.
Na indústria, os destaques ficaram com serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios, fabricação de veículos automotores e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais.
No comércio, o varejo teve a maior geração de vagas. Na construção, obras de infraestrutura e serviços especializados para construção ficaram entre os principais impulsionadores.
Como ficaram as regiões e os estados
Todas as cinco regiões do país registraram saldo positivo em setembro, segundo a Agência Brasil.
- Nordeste: 49.142 postos
- Sudeste: 39.404 postos
- Norte: 14.748 postos
- Sul: 9.949 postos
- Centro-Oeste: 7.894 postos
Entre os estados, 26 unidades da Federação fecharam o mês com saldo positivo. O Rio Grande do Sul foi o único com resultado negativo, com 2,9 mil demissões a mais do que contratações.
Os maiores saldos de criação de empregos formais foram registrados em:
- São Paulo: 19,3 mil
- Pernambuco: 13,3 mil
- Alagoas: 11,1 mil
Já os menores saldos positivos ficaram com:
- Acre: 235
- Goiás: 307
- Maranhão: 654
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul as demissões estão relacionadas ao fim da safra de fumo e à retração no comércio varejista.
Salário médio de admissão
O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.429,41. O valor representa queda de R$ 1,10 em relação a agosto, o que equivale a recuo de 0,05%.
Na comparação com setembro de 2025, houve aumento de R$ 44,90, ou 1,88%.
Carteira assinada no país
Com a criação de vagas formais, o número total de trabalhadores com carteira assinada chegou a 48,35 milhões no fim de setembro. O volume representa alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Esse dado ajuda a dimensionar o tamanho do mercado formal de trabalho no país e mostra que, apesar da desaceleração no ritmo de contratações, o estoque de empregos segue em expansão.
O que explica o resultado
O saldo de setembro combina fatores sazonais e conjunturais. Em meses como esse, a agropecuária costuma ter desempenho mais fraco por causa do início do plantio, enquanto a indústria tende a ganhar fôlego com a preparação das fábricas para o fim do ano.
Ao mesmo tempo, o cenário econômico mais duro, com juros altos e atividade mais lenta, ajuda a explicar por que a criação de vagas ficou abaixo da observada em setembro de 2025.
Perguntas frequentes sobre o Caged de setembro
Quantos empregos formais o Brasil criou em setembro?
O país criou 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada em setembro, segundo os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e repercutidos pela Agência Brasil.
Qual setor mais contratou no mês?
Serviços liderou a geração de vagas, com 81.241 postos. Foi o setor com maior saldo positivo entre os cinco pesquisados.
O resultado foi melhor ou pior que o de 2025?
Foi pior. Na comparação com setembro de 2025, a criação de empregos caiu 43,5%, embora tenha ficado acima do saldo de agosto de 2026.
Resumo do cenário de emprego
O Caged de setembro mostra um mercado de trabalho ainda positivo, mas em ritmo mais lento. O saldo foi sustentado principalmente por serviços, indústria, comércio e construção, enquanto a agropecuária teve queda. No acumulado do ano, a criação de vagas formais também ficou abaixo do registrado em 2025.



