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Conmebol perde R$ 76 milhões após crise no Paraguai

A crise do Ueno Bank no Paraguai comprometeu cerca de US$ 14 milhões da Conmebol, segundo o Estadão Conteúdo. O episódio também afetou clubes, atletas e comissões técnicas no país.

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Conmebol e Ueno Bank: crise financeira no Paraguai afeta o futebol sul-americano
Foto: Jovem Pan

Em resumo

A Conmebol foi impactada pela crise do Ueno Bank no Paraguai e teve cerca de US$ 14 milhões, aproximadamente R$ 76 milhões, comprometidos, segundo o Estadão Conteúdo. O caso ganhou força em 6 de novembro de 2026, após a intervenção e o colapso da instituição, e também afetou clubes, atletas e comissões técnicas paraguaias.

A Conmebol teve cerca de US$ 14 milhões, aproximadamente R$ 76 milhões, comprometidos após a crise financeira do Ueno Bank no Paraguai, segundo o Estadão Conteúdo. O impacto atingiu a entidade máxima do futebol sul-americano e também repercutiu entre clubes, atletas e comissões técnicas do país.

O que aconteceu com o Ueno Bank

De acordo com a apuração publicada pela Jovem Pan, a recente intervenção e o colapso do Ueno Bank abalaram a economia paraguaia e geraram efeitos diretos no futebol. O banco era uma das maiores instituições financeiras digitais do Paraguai e vinha usando o esporte como vitrine para expandir sua marca.

Nos últimos anos, a instituição mantinha presença forte no futebol local e também em acordos com entidades esportivas. A crise, porém, interrompeu contratos e levantou dúvidas sobre pagamentos, patrocínios e compromissos assumidos com clubes e federações.

Impacto na Conmebol e nas finanças do futebol

A Conmebol informou que o valor comprometido representa uma pequena parcela de suas finanças. Segundo o Estadão Conteúdo, a receita da entidade em 2025 foi de aproximadamente R$ 600 milhões, o que ajuda a dimensionar o tamanho do impacto dentro do orçamento geral.

Mesmo com esse cenário, a confederação trabalha com uma estrutura financeira robusta e havia planejado, neste ano, um orçamento recorde de distribuição de prêmios. A estimativa era gastar cerca de US$ 312 milhões, aproximadamente R$ 1,5 bilhão, somando todas as competições de clubes, como a Libertadores e a Copa Sul-Americana.

Patrocínios, clubes e acordos afetados

O Ueno Bank tinha contrato de patrocínio de US$ 12 milhões, cerca de R$ 66 milhões, com a Associação Paraguaia de Futebol (APF). O acordo previa exposição da marca nos uniformes da seleção e naming rights da liga paraguaia.

Segundo a imprensa paraguaia, a situação também atingiu clubes tradicionais do país. O Olimpia mantinha um contrato de patrocínio master e de naming rights do estádio Defensores del Chaco válido até 2032. O tricampeão da Libertadores encerrou oficialmente o acordo, avaliado em cerca de US$ 2 milhões por ano, e passou a jogar com outra marca no uniforme após a crise.

Já o Cerro Porteño tinha contrato com o banco até 2030, vinculado ao abatimento de uma dívida institucional de US$ 24 milhões. O clube cobriu a marca da instituição nos uniformes e acionou seu departamento jurídico para formalizar o encerramento da parceria.

Salários, atletas e comissões técnicas

O problema não ficou restrito aos contratos comerciais. A crise financeira também afetou o lado pessoal de jogadores e integrantes das comissões técnicas. Segundo a imprensa paraguaia, o banco funcionava como instituição padrão para a folha de pagamento dos clubes paraguaios e da própria APF.

Com isso, atletas ficaram sem acesso a salários e prêmios acumulados. O caso gerou revolta e levou jogadores da seleção nacional a assinarem um manifesto público cobrando medidas urgentes das autoridades judiciais.

Entre as manifestações, o capitão da seleção paraguaia e do Palmeiras, Gustavo Gómez, afirmou: “Não vamos fazer vista grossa”. A declaração foi feita em meio à mobilização dos atletas diante da incerteza sobre os pagamentos.

Por que o caso ganhou tanta repercussão

A dimensão do caso vai além da perda financeira imediata. O Ueno Bank administrava cerca de US$ 850 milhões, ou R$ 4,64 bilhões, em recursos públicos do Paraguai. Entre seus clientes estavam aposentados que recebiam benefícios do governo por meio da instituição.

Além disso, o banco era o maior emissor de cartões de crédito do país e passou a ser alvo de investigações por problemas financeiros. A instituição apresentou índice de solvência, que mede a capacidade de pagamento, abaixo da metade do mínimo exigido.

A repercussão também alcançou a esfera institucional. Carlos Carvallo, que presidiu o Ueno até 2023 e ocupava o comando do Banco Central, renunciou ao cargo a pedido do presidente paraguaio, Santiago Peña, que também renunciou. O Ministério Público pediu abertura de investigação criminal sobre o caso e determinou a prisão de oito pessoas, segundo o material divulgado.

O que isso significa para o futebol sul-americano

Para a Conmebol, o prejuízo não muda o planejamento geral da temporada, mas expõe como a instabilidade financeira de um parceiro pode afetar contratos e operações no futebol. Em um cenário de grandes premiações e calendários extensos, a previsibilidade de caixa é parte central da organização das competições.

No Paraguai, o caso também escancara a dependência de clubes e atletas em relação a estruturas de pagamento e patrocínio. Quando uma instituição financeira entra em colapso, o efeito se espalha rapidamente por diferentes camadas do esporte, da administração dos clubes aos salários de jogadores e funcionários.

Perguntas frequentes

Quanto a Conmebol perdeu com a crise do Ueno Bank?

Segundo o Estadão Conteúdo, cerca de US$ 14 milhões, o equivalente aproximado a R$ 76 milhões.

A crise afetou só a Conmebol?

Não. O caso também atingiu clubes paraguaios, atletas, comissões técnicas e a própria APF, com reflexos em salários, prêmios e contratos de patrocínio.

O Ueno Bank tinha relação com o futebol paraguaio?

Sim. O banco mantinha contratos com a APF e também com clubes como Olimpia e Cerro Porteño, além de usar o futebol como vitrine para a marca.

Resumo do caso

  • A Conmebol teve cerca de US$ 14 milhões comprometidos.
  • O valor equivale a aproximadamente R$ 76 milhões.
  • A crise do Ueno Bank afetou clubes, atletas e comissões técnicas no Paraguai.
  • A APF e equipes como Olimpia e Cerro Porteño foram impactadas por contratos ligados ao banco.
  • O caso também gerou investigações e repercussão política no país.