Casos graves de Covid-19 aumentam em 5 estados, aponta Fiocruz
Dados recentes mostram sinais de aumento de quadros graves de Covid-19 em cinco unidades federativas, apesar da baixa incidência geral.

Em resumo
De acordo com o Boletim InfoGripe da Fiocruz, publicados em novembro de 2026, houve sinais de aumento de casos graves de Covid-19 em Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Embora a incidência geral de SRAG por Covid-19 permaneça baixa nesses locais, o monitoramento é essencial.
O monitoramento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por meio do Boletim InfoGripe identificou sinais de aumento no número de casos graves de Covid-19 em pelo menos cinco unidades da Federação: Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Esses dados fazem parte da análise de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) no Brasil, que acompanha a evolução epidemiológica da doença e de outros vírus respiratórios durante o período de setembro e outubro.
Contexto do aumento em cinco estados
Segundo o portal Jovem Pan, que noticiou a atualização do boletim, a Fiocruz destaca que, apesar dos sinais de crescimento nos quadros graves nessas cinco regiões, a incidência de SRAG causada especificamente pela Covid-19 permanece em níveis muito baixos. Essa distinção é fundamental para entender o cenário atual, pois indica que, embora haja uma elevação relativa nos casos mais críticos, o volume absoluto de infecções que evoluem para gravidade ainda não representa uma onda pandêmica de alta intensidade.
Os estados monitorados incluem regiões com populações densas e grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, além de áreas estratégicas como o Distrito Federal e estados do Centro-Oeste e Sul, como Mato Grosso e Santa Catarina. O acompanhamento contínuo permite que as secretarias de saúde local ajustem as estratégias de vigilância e oferta de serviços de saúde.
Dados de SRAG e outros vírus respiratórios
As informações epidemiológicas apontam que, nas quatro últimas semanas, a composição dos casos positivos de SRAG foi dominada pelo rinovírus, que representou 50,1% das detecções. A Covid-19 correspondeu a 8,5% dos casos positivos nesse recorte temporal. Outros vírus identificados incluem o vírus sincicial respiratório (10,1%), influenza B (4,7%) e influenza A (4,2%).
No que tange aos óbitos, a proporção de presença viral entre os casos positivos também foi analisada. O rinovírus esteve presente em 43% das mortes, seguido pela Covid-19, que esteve associada a 24,1% dos óbitos. A influenza B apareceu em 12,7% dos casos fatais, influenciando a discussão sobre a eficácia das vacinas e a importância da prevenção contra múltiplos agentes patogênicos.
Ao longo de 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG no Brasil. Desses, 91.420 (53,3%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Outros 62.823 (36,7%) tiveram resultado negativo, e pelo menos 7.457 (4,4%) ainda aguardavam a conclusão dos exames laboratoriais.
Incidência e mortalidade por faixa etária
O Boletim InfoGripe ressalta que o cenário de incidência e mortalidade semanal nas últimas oito semanas segue o padrão típico de impacto nos extremos das faixas etárias. A incidência de SRAG apresenta maior elevação em crianças de até 2 anos, refletindo a vulnerabilidade do sistema imunológico em desenvolvimento.
Por outro lado, a mortalidade é mais impactante na população com 65 anos ou mais. Esse grupo continua sendo o mais vulnerável a complicações graves e óbitos, reforçando a necessidade de atenção especial na rede de saúde e no seguimento clínico de idosos com comorbidades.
Níveis de alerta em estados e capitais
Além dos cinco estados com sinais de aumento na tendência de longo prazo, três outras unidades apresentaram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Roraima, Sergipe e Santa Catarina. É importante notar que Santa Catarina aparece em ambas as categorias, indicando uma situação que requer monitoramento preciso.
Entre as capitais, apenas Aracaju e João Pessoa registraram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. O restante das capitais mantém níveis variados, mas sem a mesma combinação de alta atividade e tendência de crescimento que essas duas cidades.
Implicações para a saúde pública
A manutenção de um monitoramento rigoroso é essencial para antecipar possíveis surtos e garantir a disponibilidade de leitos e insumos nas unidades de terapia intensiva. A Fiocruz recomenda que as autoridades de saúde continuem atentas às variações semanais, especialmente nas regiões identificadas com sinais de alerta.
Para a população, a orientação permanece a mesma: buscar atendimento médico em caso de sintomas respiratórios graves, manter o esquema vacinal em dia e adotar medidas de higiene. Embora a Covid-19 não esteja em expansão generalizada, a coexistência de outros vírus respiratórios exige cautela, especialmente em grupos de risco.
Perguntas frequentes
Quais estados registram aumento de casos graves de Covid-19?
De acordo com o Boletim InfoGripe, os estados com sinais de aumento de casos graves de Covid-19 são Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
A incidência geral de Covid-19 está alta nesses estados?
Não. O documento da Fiocruz destaca que, nessas unidades, a incidência de SRAG por Covid-19 permanece em níveis muito baixos, apesar dos sinais de aumento nos casos graves.
Qual vírus respiratório é mais prevalente nos casos de SRAG?
O rinovírus é o mais prevalente, representando 50,1% dos casos positivos de SRAG nas quatro últimas semanas analisadas, seguido pela Covid-19, com 8,5%.



