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Netanyahu pede apoio da coalizão para formar governo em Israel

Líder do Likud muda abordagem e busca aliança com antigos aliados para evitar governo liderado pela oposição.

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Benjamin Netanyahu discursando durante reunião política em Israel.
Foto: Jovem Pan

Em resumo

Em 7 de novembro de 2026, Benjamin Netanyahu pediu à coalizão que o apoiava para formar um governo de unidade nacional em Israel. A iniciativa ocorre após o líder da oposição, Gadi Eisenkot, ter sido encarregado de tentar montar uma nova administração após as eleições de outubro.

A mudança de estratégia do primeiro-ministro cessante

Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud, fez um apelo público no sábado, 7 de novembro de 2026, solicitando que os partidos que compõem sua coalizão de apoio trabalhem juntos para formar um governo de unidade nacional. Essa iniciativa marca uma reversão na postura adotada pelo político dias antes, quando ele defendia a criação de um governo amplo sem um líder claro à frente, conforme reportado pelo portal Jovem Pan.

A proposta surge em um momento crítico para a política israelense, após as eleições realizadas em 28 de outubro. Na ocasião, a coalizão de Netanyahu obteve 53 das 120 cadeiras disponíveis na Knesset, o Parlamento israelense. Esse resultado, embora tenha sido o melhor de sua formação, não garantiu a maioria absoluta necessária para governar de forma independente, forçando o líder do Likud a buscar novas alianças ou estratégias de coalizão.

O contexto das eleições de 2026 e a disputa pela liderança

De acordo com as informações divulgadas pelo veículo de origem, o bloco liderado por Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu e líder do partido Yashar, conquistou 48 cadeiras com a soma de quatro partidos. Somados aos 19 assentos controlados pelos partidos árabes Raam e Lista Conjunta, que declaram apoio à formação de um governo liderado por Eisenkot, a oposição teria forças suficientes para tentar assumir o comando do país.

O presidente israelense, Isaac Herzog, anunciou no mesmo dia que encarregaria formalmente Eisenkot de tentar formar o governo no domingo, 8 de novembro. Essa decisão coloca Netanyahu em uma posição defensiva, onde ele precisa justificar por que seu bloco deveria permanecer no poder ou como poderia construir uma aliança viável que não dependa dos partidos árabes, aos quais ele se refere genericamente como simpatizantes do terrorismo.

As condições para a formação do novo governo

Netanyahu argumentou que um governo apoiado por partidos árabes seria frágil e incapaz de lidar com as ameaças externas e internas. "Um governo assim, dependente de simpatizantes do Hamas, não lutará contra o Hamas", afirmou o primeiro-ministro cessante. Ele insistiu na necessidade de um governo que proteja o Estado israelense como nação judaica e elimine a ameaça nuclear do Irã.

Por outro lado, o partido Yashar, de Eisenkot, respondeu à tentativa de Netanyahu de atrair antigos aliados. O partido acusou o Likud de hipocrisia e convidou a coalizão de direita a se unir a um governo liderado por Eisenkot, desde que cumprissem quatro condições específicas:

  • Reconhecer o Hamas como organização terrorista com a intenção de destruir seu poder militar e governamental em Gaza;
  • Reconhecer Israel como Estado judeu e democrático;
  • Apoiar os valores da Declaração de Independência;
  • Aceitar o serviço militar obrigatório para toda a população.

Essas condições representam um desafio significativo para os partidos mais à direita da coalizão de Netanyahu, que tradicionalmente se posicionam contra a integração de minorias no serviço militar e possuem visões diferentes sobre a natureza do Estado.

Impacto na estabilidade política de Israel

A disputa entre Netanyahu e Eisenkot reflete uma divisão profunda na sociedade israelense sobre a direção do país. A capacidade de Eisenkot em formar uma coalizão estável dependerá não apenas do apoio dos partidos árabes, mas também da possibilidade de atrair algum membro da direita moderada que esteja disposto a romper com Netanyahu.

Se Eisenkot falhar em formar um governo em um prazo determinado pela lei, o mandato de formação pode ser retirado e entregue novamente a Netanyahu ou a outro líder, prolongando a instabilidade política. A pressão para a formação rápida de um governo é alta, considerando o cenário de segurança na região, com tensões persistentes em Gaza e no Líbano.

A manobra de Netanyahu de pedir apoio à própria coalizão, que já o apoiava no governo anterior, busca criar uma narrativa de unidade nacional sob sua liderança. No entanto, a falta de maioria clara torna essa tarefa complexa, exigindo concessões que podem ser impopulares entre sua base eleitoral.

Perguntas frequentes

Quem foi encarregado de formar o governo em Israel?

O presidente Isaac Herzog encarregou Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar e principal rival de Netanyahu, de tentar formar o novo governo após as eleições de 2026.

Quantas cadeiras a coalizão de Netanyahu obteve na Knesset?

A coalizão liderada por Benjamin Netanyahu obteve 53 das 120 cadeiras disponíveis no Parlamento israelense nas eleições de 28 de outubro de 2026.

Qual é a principal condição de Eisenkot para a formação do governo?

Entre as quatro condições apresentadas pelo partido Yashar, está o reconhecimento de Israel como Estado judeu e democrático, além do reconhecimento do Hamas como organização terrorista.