Economia

Desemprego 5,2%: menor taxa do 3º tri desde 2012

A taxa de desocupação atingiu 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice para o período desde 2012, segundo o IBGE.

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Gráfico de linha mostrando a queda da taxa de desemprego no Brasil ao longo dos anos, com destaque para o recorde de 5,2% em 2026.
Foto: gerada por IA

Em resumo

O IBGE divulgou em 30 de outubro de 2026 que a taxa de desocupação caiu para 5,2% no terceiro trimestre, o menor patamar para o período desde 2012. A população ocupada atingiu 103,6 milhões, um recorde histórico, enquanto a informalidade permaneceu estável em 37,5%.

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, marcando o menor índice registrado para esse período desde 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Essa queda representa uma melhora significativa em relação ao segundo trimestre deste ano, quando a taxa era de 5,4%, e também frente ao terceiro trimestre de 2025, que registrou 5,6%.

Queda no número de desocupados

Além da redução percentual, o número absoluto de pessoas desocupadas também diminuiu. A população desocupada totalizou 5,6 milhões de indivíduos, uma queda de 4% na comparação com o trimestre de abril a junho de 2026, quando o total era de 5,9 milhões. Na comparação com igual período do ano anterior, a redução foi de 6,9%, o que significa menos 417 mil pessoas procurando emprego.

Essa tendência de melhora no mercado de trabalho é consistente com as expectativas de recuperação econômica, embora os analistas ainda monitorem a qualidade dos vínculos empregatícios criados. A Agência Brasil, veículo de origem da informação, destaca que a variação positiva é um indicador importante para a confiança do consumidor e para a sustentação do consumo doméstico.

População ocupada atinge recorde histórico

O lado positivo da balança do mercado de trabalho foi puxado pelo crescimento da população ocupada, que somou 103,6 milhões de pessoas. Este é o maior número já registrado na série histórica da pesquisa. Houve um aumento de 0,6% no trimestre, com a criação de 581 mil novos postos de trabalho. No acumulado do ano, o crescimento foi de 1,2%, equivalente a 1,2 milhão de pessoas a mais ocupadas.

O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, também atingiu um patamar recorde de 59%. Esse indicador subiu 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (58,8%) e manteve-se estável em comparação com o mesmo período do ano anterior (58,7%).

Dados sobre informalidade e rendimento

Apesar da expansão do emprego formal, a taxa de informalidade permaneceu elevada. No terceiro trimestre de 2026, 37,5% da população ocupada estava em situação informal, o que corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores. Esse percentual é ligeiramente superior ao do trimestre anterior (37,4%) e ao do mesmo período de 2025 (37,8%).

Em termos de remuneração, o rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou estável no trimestre, em R$ 3.790. No entanto, houve um crescimento de 3,6% na comparação anual, com um aumento de R$ 131. A massa de rendimento real habitual, que representa o total pago a todos os trabalhadores, atingiu R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O aumento foi de 1,5% no trimestre e de 4,7% no ano.

O que esperar para os próximos meses

Os indicadores do terceiro trimestre de 2026 apontam para um mercado de trabalho resiliente, capaz de absorver a força de trabalho ativa mesmo em um cenário de juros e inflação que ainda demandam atenção. A redução do desemprego e o recorde na população ocupada sugerem que a economia brasileira está gerando empregos em ritmo suficiente para atender à demanda.

Contudo, a persistência da informalidade em patamares próximos a 40% continua sendo um desafio para a formalização da economia e para a garantia de direitos trabalhistas. A massa de rendimento em alta, porém, indica que o poder de compra da população está sendo preservado, o que é essencial para o ciclo de consumo e produção.

Perguntas frequentes

Qual foi a taxa de desemprego no 3º trimestre de 2026?

A taxa de desocupação foi de 5,2%, o menor índice para o terceiro trimestre desde 2012, segundo dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE.

Quantas pessoas estavam desocupadas no período?

A população desocupada totalizou 5,6 milhões de pessoas, representando uma queda de 4% em relação ao trimestre anterior e de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025.

Como está a situação da informalidade no Brasil?

A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores, um número ligeiramente superior ao registrado no trimestre anterior.