Economia

Varejo recua 3,9% em setembro no indicador da Cielo

Pesquisa aponta queda real pelo 16º mês seguido; vendas online têm desempenho nominal superior ao físico.

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Varejo recua 3,9% em setembro no indicador da Cielo

Em resumo

O varejo teve queda real de 3,9% em setembro, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado, divulgado em outubro. Foi o 16º recuo consecutivo nessa comparação. As vendas online cresceram em termos nominais, mas essa medida não deve ser comparada diretamente ao resultado já descontado da inflação.

O varejo brasileiro registrou queda de 3,9% em setembro de 2026, em relação ao mesmo mês de 2025, pelo Índice Cielo do Varejo Ampliado.

O resultado considera o desconto da inflação e representa o 16º mês consecutivo de retração real no levantamento. Serviços e bens duráveis tiveram as perdas mais intensas entre os grandes grupos acompanhados.

Varejo online e físico têm comportamentos diferentes

Na divisão por canais, o comércio eletrônico cresceu 5,1% em termos nominais, enquanto as lojas físicas recuaram 0,1% nessa mesma medida.

Os números ajudam a perceber diferenças entre canais, mas exigem uma leitura consistente. A variação nominal considera o valor das transações sem retirar a inflação. A real busca descontar o efeito dos preços.

Colocar ambas na mesma comparação pode produzir uma impressão errada sobre o volume de consumo.

Como interpretar o resultado?

O levantamento da Cielo é uma referência específica para acompanhar o comércio. Seus resultados precisam ser identificados pelo nome e pela metodologia utilizada, sem equivalência automática com outras pesquisas de vendas.

Para o lojista, o cenário reforça a importância de observar o próprio segmento e a composição do faturamento.

Um aumento da receita pode decorrer de preços maiores, de mais pedidos ou de uma mudança no perfil dos produtos vendidos. Entender qual desses fatores está presente ajuda a avaliar se a operação efetivamente ganhou força.