Conta de luz pesa no bolso e leva inflação de setembro a 0,82%

Em resumo
O IPCA subiu 0,82% em setembro, pressionado principalmente pela energia elétrica. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,58%. Habitação, alimentação e transportes contribuíram para a alta, mostrando como despesas recorrentes voltaram a pressionar o orçamento das famílias brasileiras.
A inflação de setembro avançou 0,82%, segundo o IBGE. O resultado veio após a queda de 0,32% registrada em agosto e levou o acumulado de 12 meses a 4,58%.
A energia elétrica foi o principal destaque: subiu 7,98% e respondeu por 0,32 ponto percentual do índice mensal. A comparação também foi influenciada pelo bônus de Itaipu aplicado no mês anterior.
Inflação de setembro concentra pressão em despesas básicas
Habitação, alimentação e transportes contribuíram para o avanço do indicador. O acumulado anualizado ficou acima de 4,5%, limite superior do intervalo de tolerância da meta.
O peso da eletricidade ajuda a explicar por que a percepção de inflação pode se intensificar mesmo quando nem todos os produtos apresentam altas expressivas. Trata-se de uma despesa recorrente, com pouca flexibilidade de substituição no curto prazo.
Ainda assim, o índice representa uma cesta média. O impacto em cada residência varia conforme o consumo de energia, os hábitos de compra e a participação dessas despesas no orçamento.



