Desenhos bíblicos: Ministério da Justiça recua
O Ministério da Justiça voltou atrás na classificação do programa Record Kids, com desenhos bíblicos, e restabeleceu a indicação livre. A revisão ocorreu após a pasta admitir falha na análise anterior.

Em resumo
O Ministério da Justiça restabeleceu, na terça-feira, 3 de novembro de 2026, a classificação livre do programa Record Kids, com desenhos bíblicos, após reconhecer falha na análise anterior. Segundo o portal Metrópoles, a pasta disse que não considerou integralmente critérios do guia, como o contexto religioso e o caráter fantasioso da animação.
O Ministério da Justiça voltou atrás e restabeleceu a classificação livre do programa Record Kids, Desenhos Bíblicos. Segundo o portal Metrópoles, a mudança ocorreu nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, após a pasta admitir que a avaliação anterior não considerou todos os critérios previstos em seu guia técnico.
A revisão devolve ao programa a indicação livre, após uma decisão anterior que o havia enquadrado como não recomendado para menores de 12 anos. O caso ganhou repercussão porque envolve uma atração infantil baseada em narrativas bíblicas e abriu debate sobre classificação indicativa, contexto religioso e liberdade de exibição.
O que decidiu o Ministério da Justiça
De acordo com o Metrópoles, a Secretaria Nacional de Direitos Digitais reviu a classificação atribuída em 28 de outubro e restabeleceu a indicação livre. Na nova análise, o ministério reconheceu que a avaliação anterior não aplicou integralmente a metodologia prevista no guia técnico.
A pasta afirmou que deixou de considerar, na extensão adequada, fatores como:
- o contexto cultural e religioso das histórias;
- a estética infantil da animação;
- o caráter fantasioso da violência apresentada.
O programa reúne 36 episódios com histórias do Antigo e do Novo Testamento.
Por que a decisão foi revista
Segundo o portal Metrópoles, o próprio Ministério da Justiça reconheceu que houve falha no processo anterior. Na prática, a revisão considerou que a transmissão de narrativas bíblicas em desenho infantil se enquadra como expressão cultural protegida pela Constituição e deve receber tratamento equivalente ao dado a outras tradições culturais e religiosas.
Na nota oficial, a pasta reforçou que a classificação indicativa serve para informar as famílias sobre o conteúdo das obras. Também destacou que a recomendação anterior, de exibição a partir das 20h, não impedia a Record de transmitir a atração antes desse horário.
O que muda para a Record
Com a nova decisão, o programa volta a ser classificado como livre. Isso significa que a emissora deixa de ter a restrição que havia sido aplicada pela área técnica do ministério.
A decisão será publicada no Diário Oficial da União, e a Record será formalmente comunicada, segundo a informação divulgada pelo Metrópoles.
Na prática, a mudança encerra, ao menos neste momento, a controvérsia sobre a faixa etária indicada para a atração. O caso também mostra como a classificação indicativa pode ser revista quando a própria administração pública identifica que a metodologia não foi aplicada de forma completa.
Ação popular e disputa sobre censura
A discussão sobre os desenhos bíblicos já havia chegado à Justiça. Conforme o Metrópoles, o advogado Wilian Frata apresentou uma ação popular para tentar suspender a restrição anterior, sob a acusação de censura e perseguição religiosa.
O caso ampliou o debate público sobre os limites da classificação indicativa em conteúdos que misturam religião, cultura e programação infantil. A nova decisão do ministério, ao restabelecer a classificação livre, indica que a pasta reviu sua própria leitura sobre o conteúdo da atração.
Entenda a classificação indicativa
A classificação indicativa é um instrumento usado pelo poder público para orientar famílias sobre a adequação de obras audiovisuais para diferentes faixas etárias. Ela não impede, por si só, a exibição de um programa, mas funciona como referência de horário e de conteúdo.
No caso dos desenhos bíblicos, o Ministério da Justiça havia feito uma recomendação mais restritiva, depois revista. Agora, com o novo entendimento, a atração volta à classificação livre.
O que a pasta disse sobre a revisão?
Segundo o Metrópoles, o Ministério da Justiça afirmou que a análise anterior não considerou integralmente a metodologia prevista no guia técnico e que a revisão ocorreu por iniciativa própria.
A Record estava impedida de exibir o programa?
Não. De acordo com a nota oficial citada pelo Metrópoles, a recomendação anterior de exibição a partir das 20h não impedia a emissora de transmitir a atração antes desse horário.
O que acontece agora?
A decisão será publicada no Diário Oficial da União e a Record será formalmente comunicada. Com isso, a classificação livre passa a valer novamente para o programa.
Por que o caso chamou atenção
O episódio chamou atenção por envolver um conteúdo infantil com temática religiosa, algo que costuma exigir análise cuidadosa na classificação indicativa. A revisão feita pelo Ministério da Justiça, segundo o Metrópoles, reconheceu justamente que o contexto religioso e o caráter fantasioso da obra precisavam ser considerados com mais peso.
Além disso, a controvérsia ganhou dimensão pública por tocar em temas sensíveis, como liberdade religiosa, regulação de conteúdo e proteção das famílias na programação televisiva.
Resumo do caso
- O Ministério da Justiça restabeleceu a classificação livre do programa Record Kids, Desenhos Bíblicos.
- A revisão ocorreu em 3 de novembro de 2026.
- A pasta admitiu falha ao analisar o conteúdo anteriormente.
- Segundo o Metrópoles, fatores religiosos e fantasiosos não foram considerados integralmente na primeira avaliação.
- A decisão será publicada no Diário Oficial da União.
Com a mudança, o caso dos desenhos bíblicos deixa de ter a restrição anterior e retorna à classificação livre, após revisão interna do próprio Ministério da Justiça.



