Desenhos bíblicos: governo recua após reclassificação
A reclassificação dos desenhos bíblicos da TV Record gerou reação na Câmara Legislativa do DF. O governo federal recuou após a polêmica, segundo o Metrópoles.

Em resumo
Segundo o Metrópoles, o Ministério da Justiça e Segurança Pública reclassificou os desenhos bíblicos da Record Kids para não recomendados a menores de 12 anos e depois voltou atrás, em 3 de novembro de 2026, após críticas do deputado distrital Pastor Daniel de Castro. A discussão envolveu a classificação indicativa e a reação de parlamentares cristãos.
Os desenhos bíblicos exibidos pela TV Record foram alvo de polêmica após o Ministério da Justiça e Segurança Pública mudar a classificação indicativa do programa e, depois, recuar. Segundo o portal Metrópoles, o deputado distrital Pastor Daniel de Castro (PP) criticou a decisão e afirmou que a medida representou um desrespeito aos cristãos.
O que aconteceu com os desenhos bíblicos
De acordo com o Metrópoles, o programa Records Kids: Desenhos Bíblicos passou de livre para não recomendado a menores de 12 anos após avaliação do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Depois da repercussão, o próprio ministério voltou atrás e restabeleceu a classificação livre.
A polêmica ganhou força porque a atração é exibida em TV aberta e faz parte de um bloco infantil da emissora. A classificação indicativa, no entanto, não obriga as emissoras a mudar o horário de exibição.
A crítica feita por Pastor Daniel de Castro
Durante sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Pastor Daniel de Castro criticou a mudança e afirmou que a decisão do governo federal tratava de forma semelhante conteúdos muito diferentes. Segundo o parlamentar, a medida mostraria que o problema não seria o conteúdo em si, mas a natureza do desenho.
Em sua fala, ele comparou trechos de novela com o desenho bíblico e disse que a decisão foi um “desrespeito” com os evangélicos do país. O deputado também afirmou que a medida atinge uma parcela da sociedade que, segundo ele, inclui pessoas que votaram no atual presidente.
O que disse o Ministério da Justiça
Ainda conforme o Metrópoles, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que a reclassificação foi baseada em análises técnicas. O órgão identificou quatro descritores de conteúdo nas animações:
- atos criminosos
- drogas lícitas
- violência
- estigma ou preconceito
Depois da polêmica, o ministério recuou e admitiu que a reclassificação da idade para os desenhos foi um erro.
A decisão afeta o horário do programa?
A mudança na classificação indicativa não obriga a emissora a alterar o horário de exibição. O Metrópoles destacou que, em 2016, o Supremo Tribunal Federal decidiu que não é constitucional impor às TVs um horário fixo com base na classificação.
Na prática, isso significa que a emissora continua livre para escolher o horário em que o conteúdo vai ao ar, embora siga obrigada a informar a classificação do programa ao público.
Por que o caso repercutiu tanto
A discussão em torno dos desenhos bíblicos foi além da questão técnica e passou a ser usada no debate político. Segundo o Metrópoles, parlamentares da oposição passaram a citar o caso como exemplo de suposta censura contra produções evangélicas.
Do outro lado, a explicação oficial do governo foi a de que houve análise de conteúdo e posterior correção do ato. Com isso, a controvérsia acabou reunindo três frentes de discussão:
- classificação indicativa
- liberdade de programação das emissoras
- reação de grupos religiosos e políticos
Entenda o caso em ordem cronológica
Para facilitar a compreensão, veja como o episódio ocorreu, segundo o Metrópoles:
- O Ministério da Justiça e Segurança Pública alterou a classificação dos desenhos bíblicos da Record Kids.
- A mudança gerou reação de parlamentares e de setores cristãos.
- Pastor Daniel de Castro criticou a medida na Câmara Legislativa do DF.
- O ministério recuou e voltou a classificar o programa como livre.
- O caso passou a ser tratado como um erro administrativo pelo próprio governo.
O que está em jogo no debate
O episódio mostra como a classificação indicativa pode ganhar dimensão política e religiosa quando envolve conteúdos ligados à fé. No caso dos desenhos bíblicos, a controvérsia surgiu porque a atração foi interpretada por críticos como inadequadamente enquadrada pelo governo.
Ao mesmo tempo, a decisão do STF de 2016 ajuda a explicar por que a classificação não determina, por si só, o horário de exibição. Isso reduz o impacto prático da mudança, mas não elimina a repercussão pública e simbólica da medida.
Perguntas frequentes sobre os desenhos bíblicos
O que mudou na classificação dos desenhos bíblicos?
O Ministério da Justiça e Segurança Pública alterou a faixa de livre para não recomendada a menores de 12 anos e depois recuou, voltando à classificação livre.
Por que houve crítica à decisão?
Segundo o Metrópoles, o deputado Pastor Daniel de Castro afirmou que a medida representou um desrespeito aos cristãos e questionou o critério usado pelo governo.
A emissora precisa mudar o horário do programa?
Não necessariamente. Conforme explicado na reportagem, a classificação indicativa não obriga a troca de horário, porque o STF decidiu em 2016 que essa imposição seria inconstitucional.
Resumo do caso
Os desenhos bíblicos da TV Record entraram no centro de uma discussão sobre classificação indicativa, liberdade de programação e reação religiosa. Segundo o Metrópoles, o Ministério da Justiça reclassificou o programa, recuou depois da polêmica e admitiu erro. O episódio levou o deputado Pastor Daniel de Castro a criticar a medida na Câmara Legislativa do DF.



