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Eleições EUA 2026: Trump pede voto antes do pleito

O presidente americano discursou na véspera do pleito, classificando a votação como a mais importante de sua vida. Veja os números e expectativas.

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Donald Trump discursando para apoiadores na véspera das eleições legislativas dos EUA
Foto: Jovem Pan

Em resumo

Donald Trump pediu a seus apoiadores que votem nas eleições de meio de mandato dos EUA em 3 de novembro de 2026. O pleito renova a Câmara e parte do Senado, com projeções de vitória democrata e alto nível de participação eleitoral.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou um discurso na segunda-feira (2) para mobilizar seus apoiadores na véspera das eleições legislativas de 2026. Segundo o portal Jovem Pan, o mandatário classificou a votação como "as mais importantes de nossas vidas", um momento crítico para o futuro político do país e para o equilíbrio de poder no Congresso americano.

Os eleitores norte-americanos estão convocados às urnas nesta terça-feira (3) para renovar a totalidade da Câmara dos Representantes e um terço dos assentos do Senado. Além disso, a disputa inclui a escolha de governadores em 36 estados, tornando este um dos pleitos mais extensos da história recente dos Estados Unidos. A expectativa é de uma participação recorde, com milhões de votos já depositados antecipadamente.

O contexto da votação

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos ocorrem no meio do período presidencial e servem como um referendo sobre a gestão do presidente em exercício. Neste ciclo de 2026, o cenário é marcado por uma forte polarização e por incertezas quanto ao controle das duas casas do Congresso. A renovação completa da Câmara, que possui 435 cadeiras, e a disputa por 35 das 100 vagas do Senado, colocam em jogo o poder legislativo e a capacidade de o presidente vetar ou aprovar leis relevantes.

De acordo com a reportagem, a campanha foi intensa e custou aos dois partidos pelo menos 11 bilhões de dólares. Essa cifra reflete a disputa acirrada por cada eleitor, especialmente os independentes, que podem definir o resultado final em estados-chave. A mobilização nas redes sociais e os comícios de despedida dos candidatos mostram o quanto a atenção do público está voltada para este evento.

Projeções e cenários

Antes do dia da votação, a empresa de previsões Decision Desk HQ apresentou sua última estimativa. O cenário projetado indica que o Senado poderia passar a uma maioria de 52 a 48 a favor dos democratas. Na Câmara dos Representantes, a projeção é de uma vantagem confortável para a oposição, com 241 votos contra 194 dos republicanos. Esses números sugerem que a oposição pode assumir o controle de pelo menos uma das casas, o que impactaria diretamente a agenda legislativa do governo Trump.

Em caso de vitória dos democratas, a expectativa é que o partido abra investigações contra o presidente, seu governo e sua família. Além disso, a oposição pretende tentar bloquear nomeações do executivo e discutir o financiamento de conflitos internacionais, como a guerra no Irã. A ala socialista do partido também busca trazer pautas sobre a política migratória, especificamente o papel da ICE (Polícia de Imigração e Alfândega).

Por outro lado, os republicanos esperam manter o controle de ao menos uma das casas do Congresso. Essa estratégia visaria obrigar os democratas a negociar verbas orçamentárias e impedir a aprovação de medidas que contrariem a linha do partido. A manutenção de um bloco coeso no legislativo é vista como uma forma de resiliência política para o governo.

Participação recorde e estados decisivos

A votação antecipada já estabeleceu um novo recorde, com 53 milhões de americanos tendo depositado seus votos antes do dia oficial. David Becker, diretor executivo do Centro para Inovação e Pesquisa Eleitoral, declarou ao canal CBS que é altamente provável que se veja um recorde de participação total. Esse engajamento elevado é um sinal de que a população está atenta às consequências políticas e econômicas das próximas quatro semanas.

Para retomar o controle do Senado, os democratas precisam conquistar quatro cadeiras adicionais. As pesquisas apontam uma vantagem apertada dos democratas em cinco estados, incluindo áreas tradicionalmente conservadoras como Texas, Carolina do Norte e Kansas. A surpresa mais notável ocorreu no Michigan, onde a democrata Haley Stevens, ex-candidata ao Senado, surgiu na vésfera da eleição ao lado do republicano Mike Rogers, que estava em desvantagem nas pesquisas. Stevens havia perdido as primárias para o progressista Abdul El Sayed, conhecido por suas posições contrárias a Israel.

Impacto na popularidade e no futuro

A avaliação de Donald Trump entre os americanos é dividida. Sete em cada dez entrevistados têm uma visão negativa do presidente, citando a incapacidade de controlar a inflação e a prolongação da guerra no Irã como principais motivos. No entanto, Trump mantém uma base fiel, que o apoia incondicionalmente. Em um país polarizado, são os eleitores independentes que tendem a pender a balança, e seu comportamento nas urnas será decisivo.

Uma derrota significativa nas urnas poderia marcar o início do fim da presidência de Trump. Ele já foi alvo de duas tentativas de impeachment durante seu primeiro mandato. Em tom desafiador, o presidente advertiu que pode virar o "Sr. Veto", utilizando seu poder para barrar iniciativas legislativas da oposição. Além disso, Trump sugeriu a possibilidade de conceder perdões presidenciais a aliados, como o bilionário Elon Musk, afirmando que não pensaria duas vezes em fazê-lo. Essa declaração adiciona uma camada de incerteza sobre as ações futuras do executivo caso a oposição ganhe força no Congresso.

Perguntas frequentes

O que estão em jogo nas eleições de 2026 nos EUA?

Estão em jogo a totalidade da Câmara dos Representantes (435 cadeiras), 35 assentos do Senado e a governadoria de 36 estados. O resultado definirá o equilíbrio de poder no Congresso e a capacidade do governo de implementar suas políticas.

Qual é a projeção mais recente sobre o resultado?

A Decision Desk HQ estima uma maioria democrata no Senado (52 a 48) e uma vantagem republicana na Câmara (241 a 194). No entanto, as pesquisas podem variar até o fechamento das urnas.

Por que a participação é considerada recorde?

A votação antecipada já ultrapassou 53 milhões de votos, um número histórico. Especialistas apontam que o alto engajamento e a polarização política estão estimulando os eleitores a votar antes do dia oficial, o que tende a aumentar a participação total.