Fim de amizade: como lidar com essa dor emocional
O rompimento entre Marina Ruy Barbosa e Luma Costa chamou atenção para uma dor comum, mas pouco falada: o fim de uma amizade pode ser tão difícil quanto outros términos. Segundo o Metrópoles, há formas de atravessar esse momento com mais equilíbrio.

Em resumo
Segundo o Metrópoles, o fim da amizade entre Marina Ruy Barbosa e Luma Costa expôs como a ruptura de vínculos longos pode causar sofrimento intenso. A psicóloga Cibele Santos explica que a dor pode ativar áreas cerebrais ligadas à dor física e recomenda limites digitais, autocuidado e aceitação do encerramento.
O fim de amizade pode doer muito e mexer com a saúde emocional de forma parecida com outros términos importantes. Segundo o portal Metrópoles, o rompimento entre Marina Ruy Barbosa e Luma Costa reacendeu esse debate e mostrou que encerrar um vínculo afetivo pode gerar luto, desgaste e sensação de perda real.
A situação ganhou repercussão após Luma Costa publicar um desabafo nas redes sociais, em um contexto em que Marina Ruy Barbosa teria sido removida do perfil da atriz. Até o momento da publicação original, Marina não havia se pronunciado sobre o texto. O caso ajudou a chamar atenção para um tema que muita gente vive em silêncio: como lidar quando uma amizade deixa de fazer sentido.
Por que o fim de amizade machuca tanto?
De acordo com o Metrópoles, a psicóloga Cibele Santos explica que a quebra de um laço afetivo pode ativar áreas do cérebro ligadas à dor física. Isso ajuda a entender por que o afastamento de um amigo pode causar sofrimento intenso, mesmo quando não existe uma separação amorosa envolvida.
Outro ponto destacado pela especialista é que, ao contrário de relações com contratos sociais mais explícitos, como casamentos, amizades costumam ser construídas com a expectativa de permanência. Quando esse vínculo se rompe, a frustração pode ser ainda maior, porque muitas pessoas imaginam que certas relações vão durar para sempre.
Esse tipo de término também costuma vir acompanhado de perguntas difíceis:
- O que deu errado?
- Vale a pena insistir?
- Foi falta de cuidado, mudança de fase ou desgaste acumulado?
Nem sempre há respostas simples. E, justamente por isso, o processo pode ser emocionalmente exaustivo.
O que fazer quando a amizade acaba
Segundo a psicóloga ouvida pelo portal, insistir em um vínculo já desgastado apenas por consideração ao passado pode gerar ressentimento e cansaço emocional. Em vez de tentar sustentar uma relação que já não se mantém de forma saudável, o caminho pode ser reconhecer que aquele ciclo chegou ao fim.
Entre as orientações citadas na matéria, estão atitudes que ajudam a atravessar esse período com menos sofrimento:
- aceitar que a dor é legítima;
- evitar insistir em uma relação que já virou fonte de exaustão;
- redirecionar a atenção para o autocuidado;
- valorizar os aprendizados deixados pela amizade;
- buscar apoio em vínculos que continuam presentes.
A especialista também recomenda práticas que ajudem a organizar os sentimentos, como a escrita terapêutica e a gratidão pelo que foi vivido. Essas estratégias podem facilitar a compreensão de que o encerramento de um vínculo não apaga o que foi construído.
Limites digitais também fazem parte da cura
Um dos pontos mais práticos destacados pela psicóloga é o cuidado com as redes sociais. Segundo o Metrópoles, silenciar ou bloquear perfis de ex-amigos pode ser uma medida importante para evitar angústia e comparações constantes.
Isso faz sentido porque, em tempos de exposição permanente, ver publicações, fotos e interações de alguém com quem houve rompimento pode reabrir feridas. Em vez de ajudar na superação, esse contato digital pode prolongar o sofrimento e dificultar o distanciamento emocional.
Quando o convívio online passa a gerar ansiedade, a recomendação é priorizar a autopreservação. Em muitos casos, estabelecer essa distância não é sinal de fraqueza, mas de proteção emocional.
Nem toda amizade precisa durar para ser importante
Um dos aprendizados trazidos pela reportagem é que a duração de uma amizade não define sozinha o seu valor. Uma relação pode ter sido importante mesmo que não continue até o fim da vida.
A psicóloga lembra, segundo o portal, que o sucesso de um vínculo não depende apenas de quanto tempo ele durou, mas também do que ele proporcionou em termos de apoio, troca e aprendizado. Em outras palavras, uma amizade pode cumprir seu papel e, ainda assim, terminar.
Essa visão ajuda a tirar o peso da ideia de fracasso. Nem sempre o fim significa que tudo foi ruim. Muitas vezes, significa apenas que as pessoas mudaram, seguiram caminhos diferentes ou já não conseguem mais sustentar a mesma dinâmica.
Quando o afastamento é sinal de saúde mental
A matéria também destaca que, quando o convívio passa a gerar exaustão, sensação de pisar em ovos e sofrimento constante, afastar-se pode ser uma atitude necessária. Nesse cenário, soltar a mão não é abandono, mas uma forma de preservar a própria saúde mental.
Isso vale especialmente quando a relação se torna forçada, vazia ou marcada por ressentimento. Manter uma amizade só pelo peso da história pode impedir que a pessoa siga em frente e encontre relações mais leves e verdadeiras.
Perguntas frequentes sobre fim de amizade
É normal sofrer com o fim de uma amizade?
Sim. Segundo o Metrópoles, o rompimento de vínculos afetivos pode gerar dor intensa e até sofrimento comparável à dor física, de acordo com a psicóloga ouvida na reportagem.
O que ajuda a superar o término de uma amizade?
A orientação citada na matéria inclui aceitar o luto, praticar escrita terapêutica, agradecer pelo que foi vivido, focar no autocuidado e reduzir o contato digital com a ex-amizade.
Bloquear ou silenciar nas redes sociais é exagero?
Não necessariamente. De acordo com a especialista mencionada pelo portal, esse tipo de limite pode evitar comparações e angústia, funcionando como uma medida de autopreservação.
O que fica depois do rompimento
O fim de amizade pode ser doloroso, mas também pode abrir espaço para reflexão. A partir do que foi vivido, é possível entender melhor os próprios limites, reconhecer sinais de desgaste e valorizar relações que seguem saudáveis.
No caso repercutido pelo Metrópoles, o episódio envolvendo Marina Ruy Barbosa e Luma Costa mostrou como vínculos longos também podem chegar ao limite. E, quando isso acontece, o mais importante é lembrar que encerrar um ciclo não apaga o valor do que existiu, apenas indica que chegou a hora de seguir em frente.
Em vez de tentar reviver uma relação que já não se sustenta, o caminho pode ser acolher o luto, respeitar o tempo de cada um e cuidar da própria saúde emocional. Afinal, algumas amizades deixam lembranças, aprendizados e afeto, mesmo quando deixam de fazer parte da rotina.



