Operação Corrente Reversa: PF investiga fraudes em licitações em GO
Polícia Federal e CGU apuram esquema de simulação de concorrência e sobrepreço em contratos de engenharia custeados com dinheiro público.

Em resumo
A Polícia Federal deflagrou a Operação Corrente Reversa em 3 de novembro de 2026 para investigar fraudes em licitações da Prefeitura de Aragarças (GO). As apurações apontam simulação de concorrência e desvio de recursos federais em obras de engenharia, com busca e apreensão em Goiás e Mato Grosso.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na terça-feira (3/11), a Operação Corrente Reversa, uma investigação focada em fraudes em licitações e contratos administrativos da Prefeitura de Aragarças, em Goiás. A ação, realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), visa apurar supostos desvios de recursos federais destinados a obras e serviços de engenharia no município.
O que apura a investigação
Segundo o portal Metrópoles, as investigações identificaram indícios de um esquema coordenado entre empresas que, embora formalmente distintas, possuíam vínculos por representantes e endereços comuns. O objetivo desse arranjo, de acordo com a PF, seria simular concorrência em processos licitatórios para direcionar contratações públicas.
Além da simulação de disputa, os investigadores verificaram a utilização de firmas de fachada, sem capacidade operacional efetiva, e a prática de sobrepreço nos contratos. Uma parte expressiva dos valores envolvidos foi custeada com recursos federais repassados diretamente ao município, o que agrava a gravidade das irregularidades apontadas.
Mandados de busca e apreensão
Durante a execução da operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em dois estados diferentes:
- Em Goiás, as buscas foram realizadas no município de Aragarças.
- Em Mato Grosso, as ações aconteceram em Pontal do Araguaia, Cuiabá e Salto do Céu.
Os alvos das buscas incluíram residências de investigados, sedes de empresas privadas e setores administrativos da própria Prefeitura de Aragarças. Foram autorizadas também buscas pessoais, todas com base em mandados judiciais.
Papel da CGU e próximos passos
A Controladoria-Geral da União desempenhou um papel técnico fundamental na operação, auxiliando na identificação do fluxo de recursos federais e na análise detalhada dos contratos sob investigação. Essa colaboração permitiu mapear como o dinheiro público foi utilizado e onde possivelmente houve desvios.
A PF informou que os elementos obtidos durante as buscas poderão subsidiar novas diligências. A prioridade da investigação agora se volta também para a recuperação de eventuais prejuízos causados aos cofres públicos. Os investigados poderão responder pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação e fraude em licitação ou contrato.
Impacto para o município
Aragarças é um município goiano que depende de transferências federais para a execução de obras de infraestrutura. A suspeita de desvio de recursos não apenas afeta a imagem administrativa local, como também compromete a execução de projetos previstos no plano de desenvolvimento urbano. A intervenção federal na apuração desses fatos busca garantir a transparência e a correta aplicação do dinheiro público.
Perguntas frequentes
Qual o nome da operação da PF em Aragarças?
A operação é chamada de Corrente Reversa e foi deflagrada em 3 de novembro de 2026.
Quais crimes são investigados?
Os investigados podem responder por frustração do caráter competitivo de licitação e fraude em licitação ou contrato.
Onde foram cumpridos os mandados?
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Aragarças (GO) e em Pontal do Araguaia, Cuiabá e Salto do Céu (MT).



