Operação em SP prende suspeitos de vender remédios falsos
Segunda fase da Operação Laziosi desarticula rede que comercializava imunoterápicos apreendidos e falsificados em vários estados.

Em resumo
O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo prenderam três pessoas na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, por integrarem uma organização criminosa que vendia medicamentos contra o câncer falsificados. A ação visa recuperar bens e proteger pacientes em tratamento.
O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil prenderam três suspeitos nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, por integrar uma rede criminosa dedicada à venda de remédios falsos contra o câncer. A ação, batizada de Operação Laziosi, marca a segunda fase de uma investigação que apura a comercialização de medicamentos oncológicos sem o princípio ativo, colocando em risco a vida de pacientes em tratamento.
Segundo o portal Notícias ao Minuto, a operação resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 18 buscas e apreensões. Os presos foram capturados no município de São Paulo e em Araraquara. O objetivo principal é desarticular a organização e reprimir crimes de lavagem de dinheiro associados à venda irregular dessas substâncias.
Detalhes da Operação Laziosi
A investigação teve início em 2024, quando um laboratório fabricante de um imunoterápico de alto custo notificou as autoridades sobre a venda de medicação falsificada a um hospital da capital paulista. A distribuidora envolvida, com sede em Araraquara, foi identificada como a principal articuladora do esquema. A análise laboratorial confirmou que o produto entregue não continha o princípio ativo necessário para o tratamento oncológico.
Na primeira fase da operação, realizada em novembro de 2024, foram apreendidos documentos e materiais que revelaram a estrutura da rede. As apurações mostraram que a distribuidora operava em conjunto com outras empresas interligadas, algumas das quais não possuíam estrutura operacional real nos endereços declarados nas notas fiscais.
Escala da fraude
Os números da investigação indicam uma movimentação financeira significativa. Entre janeiro e novembro de 2024, a distribuidora emitiu notas fiscais de saída do imunoterápico que somavam mais de R$ 1,5 milhão. Os destinatários dessas mercadorias estavam localizados em ao menos sete estados brasileiros.
Para combater a lavagem de dinheiro, o Ministério Público de São Paulo determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores dos investigados, de empresas ligadas ao grupo e de pessoas físicas associadas. Além disso, as atividades de sete empresas foram suspensas por determinação judicial.
Risco aos pacientes
A gravidade do caso se intensificou após a primeira fase da investigação. Em abril de 2025, a mesma distribuidora vendeu nove unidades de outro medicamento oncológico a um hospital do interior paulista. O laboratório detentor do registro do produto confirmou a falsificação.
De acordo com informações do veículo de origem, uma das unidades falsificadas chegou a ser administrada a um paciente. A distribuidora recolheu as demais unidades restantes e as trocou por lotes que coincidiam com uma carga roubada em Minas Gerais. Essa prática demonstra a tentativa dos criminosos de burlar a perícia e manter o fluxo de vendas ilegal.
A operação atual busca interromper essa atividade criminosa que expõe pacientes vulneráveis a riscos severos de saúde, uma vez que a ausência do princípio ativo impede o tratamento eficaz do câncer. Além da prisão dos envolvidos, as autoridades buscam assegurar a recuperação dos bens e valores obtidos ilicitamente.
Perguntas frequentes
Quem foi preso na operação contra remédios falsos?
Três pessoas foram presas preventivamente na segunda fase da Operação Laziosi. Uma delas foi detida na capital de São Paulo e as outras duas no município de Araraquara. Elas são suspeitas de integrar a organização criminosa responsável pela comercialização dos medicamentos oncológicos falsificados.
Qual foi o valor bloqueado na investigação?
O Ministério Público de São Paulo determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores. Essa medida abrange os investigados, empresas ligadas a eles e pessoas físicas associadas à rede criminosa. O objetivo é garantir a reparação dos danos e a confisco dos lucros ilícitos.
Quando a investigação começou?
As investigações tiveram início em 2024, após a notificação de um laboratório sobre a venda de medicação falsificada a um hospital da capital. A primeira fase da operação ocorreu em novembro daquele ano, resultando em apreensões que revelaram a estrutura da rede de distribuição ilegal.
Impacto na saúde pública
Casos como este destacam a necessidade de vigilância rigorosa na cadeia de distribuição de medicamentos de alto custo. A entrada de produtos falsificados no sistema de saúde compromete não apenas a eficácia do tratamento, mas também a confiança dos pacientes no sistema público e privado. A atuação conjunta do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da Polícia Civil é fundamental para coibir essas práticas que afetam diretamente a qualidade de vida de quem luta contra o câncer.
A continuidade das investigações visa identificar outros possíveis envolvidos e mapear toda a extensão da rede. A suspensão das atividades de sete empresas e o bloqueio de valores são medidas essenciais para desmantelar a estrutura financeira que sustentava o crime. A sociedade e as autoridades de saúde acompanham de perto os desdobramentos deste caso que expõe as falhas de segurança na logística farmacêutica.



