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Senado paraguaio nega prorrogação do impeachment de Peña

O Senado do Paraguai rejeitou o pedido de mais tempo para a defesa de Santiago Peña, e o processo de impeachment segue em andamento. A votação terminou em 39 a 3, com duas abstenções.

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Senado do Paraguai discute impeachment de Santiago Peña após crise bancária
Foto: Jovem Pan

Em resumo

Segundo o portal Jovem Pan, o Senado do Paraguai negou em 6 de novembro de 2026 a prorrogação pedida por Santiago Peña para preparar sua defesa no processo de impeachment. A votação terminou em 39 a 3, com duas abstenções, e o caso segue após a crise envolvendo o Ueno Bank.

O Senado do Paraguai negou a prorrogação pedida por Santiago Peña para preparar sua defesa no processo de impeachment, e a votação terminou em 39 a 3, segundo o portal Jovem Pan. Com isso, o julgamento político segue em andamento e o presidente ou sua equipe jurídica devem comparecer à Câmara Alta.

O que decidiu o Senado paraguaio

A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, após uma pausa de 30 minutos na sessão. Peña havia solicitado 72 horas para organizar sua defesa, mas os senadores rejeitaram o pedido e mantiveram o cronograma do processo.

Ainda conforme a Jovem Pan, houve duas abstenções, dos senadores Celeste Amarilla e Silvio “Beto” Ovelar.

Com a negativa, o Senado determinou que o processo continue depois de mais 30 minutos, com a presença de Peña ou de sua equipe jurídica perante a Câmara Alta.

Por que Peña está sob impeachment

Santiago Peña enfrenta o processo em meio à crise envolvendo o Ueno Bank, instituição ligada a antigos sócios do chefe de Estado. O caso ganhou força após a repercussão de um escândalo bancário que congelou bens de grande parte da população, de acordo com o material publicado pela Jovem Pan.

Na quinta-feira, 5 de novembro, Peña anunciou que havia apresentado pedido de renúncia ao cargo de presidente do Paraguai. O Congresso, porém, ignorou o pedido e manteve o andamento do impeachment.

O que pode acontecer agora

A decisão do Senado mantém o processo ativo e deixa o desfecho em aberto. Se a renúncia tivesse sido aceita, Peña poderia assumir o cargo de senador vitalício, com participação nos debates, mas sem voto e com imunidade parlamentar.

Caso seja impeachmado, o presidente paraguaio pode ser alvo de processos judiciais, segundo a reportagem da Jovem Pan.

Entre os próximos passos mencionados no material, estão:

  • comparecimento de Peña ou de sua defesa à Câmara Alta;
  • continuidade do cronograma do impeachment;
  • análise do caso pelo plenário do Senado.

A crise bancária que pressionou o governo

A situação política ocorre ao mesmo tempo em que o Paraguai enfrenta forte pressão social por causa da crise no Ueno Bank. Milhares de paraguaios foram às ruas de Assunção, na terça-feira, 3 de novembro, cobrando a liberação de seu dinheiro.

Segundo a Jovem Pan, a instituição foi colocada sob intervenção depois de ser considerada insolvente, ou seja, sem capacidade de honrar seus compromissos. O Banco Central do Paraguai determinou o bloqueio de recursos públicos e das economias de milhões de clientes.

Na quarta-feira, 4 de novembro, o órgão suspendeu temporariamente saques de dinheiro de determinados fundos de investimentos vinculados ao Ueno Bank. A instituição atendia quase metade dos 6,4 milhões de paraguaios.

O Banco Central também informou que fará um adiantamento da garantia do Fundo de Garantia de Depósitos aos poupadores do Ueno Bank, com antecipação de até 40 salários mínimos. Dívidas pendentes com a instituição serão deduzidas do valor.

Além disso, a Justiça do Paraguai determinou a prisão preventiva de oito suspeitos de envolvimento na crise bancária. Entre eles, estão o presidente do Ueno Bank, Juan Manuel Gustale, e o diretor-executivo da instituição, Federico Miguel Vázquez.

Entenda o caso em poucas linhas

A leitura política do momento é direta: o Senado barrou a tentativa de ganhar mais tempo, e o processo de impeachment segue sem pausa adicional. A crise bancária, por sua vez, continua no centro da disputa e ajuda a explicar a pressão sobre Peña.

Em resumo, o que aconteceu foi o seguinte:

  • Peña pediu 72 horas para preparar sua defesa;
  • o Senado negou a prorrogação por 39 votos a 3;
  • houve duas abstenções;
  • o processo de impeachment continua;
  • a crise do Ueno Bank segue afetando o cenário político.

Perguntas frequentes

O Senado do Paraguai aceitou o pedido de mais prazo para Peña?

Não. Segundo a Jovem Pan, o pedido foi negado por 39 votos a 3, com duas abstenções.

O que motivou a crise política no Paraguai?

O processo de impeachment ocorre em meio ao escândalo envolvendo o Ueno Bank, que congelou recursos e provocou protestos no país.

Peña continua no cargo?

Pelo material publicado, sim. O Congresso ignorou o pedido de renúncia e manteve o processo de impeachment em andamento.

O que observar daqui para frente

O caso segue concentrado em dois pontos: a continuidade do julgamento político no Senado e os desdobramentos da crise bancária. A decisão desta sexta-feira mostra que o Legislativo paraguaio não deu espaço para adiar a análise da defesa de Peña, o que mantém a pressão sobre o governo e sobre a estabilidade institucional do país.