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Soltura de Henrique Vorcaro volta ao STF

A defesa de Henrique Vorcaro voltou a pedir ao STF a revogação da prisão preventiva ou a concessão de prisão domiciliar. O novo pedido cita piora no quadro de saúde e ausência de reavaliação da custódia.

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Henrique Vorcaro volta a pedir soltura ao STF por piora na saúde
Foto: Metrópoles

Em resumo

A defesa de Henrique Vorcaro pediu ao STF, nesta segunda-feira, a revogação da prisão preventiva ou a concessão de prisão domiciliar. Segundo o Metrópoles, os advogados alegam piora na saúde, com crises de diverticulite e outras condições médicas, e afirmam que pedidos de revisão da prisão seguem sem resposta desde agosto.

A defesa de Henrique Vorcaro voltou a pedir ao STF a revogação da prisão preventiva ou a concessão de prisão domiciliar, alegando piora no estado de saúde e falta de reavaliação da custódia. Segundo o portal Metrópoles, o novo pedido foi apresentado nesta segunda-feira, 2 de novembro, ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin.

O que a defesa pede ao STF

Os advogados afirmam que Henrique, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, deve deixar a prisão ou, ao menos, cumprir a medida em casa. A estratégia jurídica foi reforçada com a apresentação de um novo relatório médico, usado para sustentar que o quadro clínico do preso exige atenção mais adequada do que a disponível na unidade prisional.

De acordo com o material divulgado pelo Metrópoles, a defesa também sustenta que os pedidos de revisão da prisão feitos desde agosto continuam sem resposta. Para os advogados, isso significa que a necessidade da custódia não teria sido reavaliada dentro do prazo informado por eles.

Quais são os argumentos apresentados

O principal ponto do novo pedido é a saúde de Henrique Vorcaro. A defesa diz que houve agravamento dos problemas médicos e que o presídio não oferece condições para o tratamento adequado nem para atendimento hospitalar imediato em caso de emergência.

Segundo o portal Metrópoles, o relatório médico foi elaborado em 28 de outubro pelo coloproctologista Marcos Henrique Rocha Campos. O documento registra internações e crises recorrentes de diverticulite, inflamação no intestino grosso, e aponta que houve indicação de cirurgia, mas o procedimento não foi realizado.

O médico afirmou que a diverticulite pode evoluir para complicações graves. Em trecho citado pela publicação, ele escreveu: “Uma complicação da diverticulite considerada muito grave é a perfuração intestinal”.

Além da diverticulite, a defesa menciona hipertensão e doença arterial coronariana. Os advogados também relatam que, em março, Henrique sofreu um episódio de amnésia que levou à internação em terapia intensiva.

O que a defesa diz sobre o histórico recente

Ainda segundo o Metrópoles, os advogados já tinham informado ao Supremo a ocorrência de crises de diverticulite, dores de cabeça, pressão elevada e lapsos de memória. Eles também afirmam que, em setembro, houve interrupção no fornecimento de medicamento para hipertensão por mais de uma semana, embora os remédios já tivessem sido entregues à unidade prisional.

Ao renovar o pedido, a defesa admite que o ministro Edson Fachin pode impor outras restrições, caso entenda ser necessário autorizar a prisão domiciliar. A ideia é mostrar que a solicitação não exclui medidas cautelares alternativas.

Onde Henrique Vorcaro está preso

Henrique Vorcaro está preso desde maio na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Minas Gerais. A prisão foi determinada pelo ministro do STF André Mendonça.

Segundo a Polícia Federal, ele financiava e solicitava serviços do grupo conhecido como “A Turma”, investigado por ameaças, intimidações e obtenção ilegal de informações sigilosas. Esses elementos fazem parte da investigação que sustenta a manutenção da prisão preventiva.

A defesa, por sua vez, contesta os fundamentos usados para manter a custódia. Os advogados negam que Henrique tenha tentado silenciar testemunhas e afirmam que não houve conduta ativa ou violenta com esse objetivo.

Prazo de reavaliação e recurso pendente

Outro argumento levado ao STF é o fim do prazo de 90 dias para reavaliar a necessidade da prisão. Segundo a defesa, esse período já teria expirado sem nova análise judicial com fundamentação atual e individualizada.

Os advogados também pedem que os ministros julguem um recurso apresentado em 16 de julho, no qual questionam os fundamentos da prisão. Para a equipe jurídica, a ausência de resposta aos pedidos anteriores reforça a necessidade de revisão imediata.

Entenda o caso em pontos rápidos

  • Henrique Vorcaro está preso desde maio na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, MG.
  • A defesa pediu ao STF revogação da prisão preventiva ou prisão domiciliar.
  • O novo pedido cita piora na saúde e relatório médico sobre diverticulite.
  • Os advogados dizem que pedidos de revisão feitos desde agosto seguem sem resposta.
  • A prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça.
  • A defesa admite a possibilidade de cautelares, caso o STF autorize a domiciliar.

O que acontece agora

Com o novo pedido protocolado, caberá ao STF analisar se mantém a prisão preventiva, se autoriza a prisão domiciliar ou se impõe outras medidas. Até o momento, segundo o Metrópoles, a defesa afirma não ter recebido resposta aos pedidos de revisão feitos nos últimos meses.

O caso segue no centro de uma disputa entre a alegação de risco à saúde e a manutenção da custódia por decisão judicial. A análise do Supremo será decisiva para definir se o quadro clínico apresentado pela defesa pode alterar a situação prisional de Henrique Vorcaro.

Perguntas frequentes

Quem é Henrique Vorcaro?

Henrique Vorcaro é pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele está preso desde maio na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Minas Gerais.

O que a defesa pediu ao STF?

A defesa pediu a revogação da prisão preventiva ou, alternativamente, a concessão de prisão domiciliar.

Por que a soltura voltou a ser pedida?

Segundo o Metrópoles, os advogados alegam piora na saúde, com crises de diverticulite e outros problemas médicos, além de afirmarem que os pedidos de revisão da prisão seguem sem resposta desde agosto.