Economia

Agenda fiscal: Durigan levará propostas a Lula

Dario Durigan disse que vai levar propostas fiscais a Lula após o retorno do presidente da viagem internacional. A reunião no Alvorada discutiu o cenário econômico, mas não definiu medidas de ajuste.

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Dario Durigan e Lula em pauta sobre agenda fiscal e economia brasileira
Foto: Agência Brasil - Economia

Em resumo

Segundo a Agência Brasil, Dario Durigan discutirá medidas da agenda fiscal com Lula após o retorno do presidente de viagem internacional, prevista para terminar em 15 de novembro. A reunião no Palácio da Alvorada avaliou o cenário econômico, sem definir ações específicas, em meio a preocupações com dívida pública, juros e metas fiscais.

A agenda fiscal do governo será discutida por Dario Durigan com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o retorno do chefe do Executivo de uma viagem internacional, prevista para terminar em 15 de novembro, segundo a Agência Brasil. A conversa deve reunir propostas para enfrentar os desafios das contas públicas sem abrir mão dos compromissos sociais.

O que foi decidido no Alvorada

A declaração de Durigan foi dada após uma reunião com ministros, ex-ministros e economistas no Palácio da Alvorada, em Brasília. O encontro teve como objetivo avaliar o cenário econômico brasileiro e identificar os principais desafios para os próximos anos.

Apesar das discussões sobre a situação das contas públicas, não houve definição de medidas específicas de ajuste fiscal. O ministro afirmou que o grupo buscou construir um diagnóstico comum sobre a economia e que as propostas ainda estão em elaboração.

Segundo o portal da Agência Brasil, Durigan resumiu o espírito da conversa ao dizer: “Não há fórmula mágica, mas manutenção dos compromissos fiscais”.

Quando as propostas devem ser levadas a Lula

A expectativa do governo é que Durigan e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, trabalhem nas próximas semanas na formulação de medidas para apresentação ao presidente. A avaliação final deve ocorrer após o retorno de Lula da viagem internacional.

De acordo com o material da Agência Brasil, o presidente deve voltar em 15 de novembro. Até lá, o governo pretende seguir ouvindo diferentes setores e consolidando uma agenda de desenvolvimento com prioridades por área da economia.

O que preocupa a equipe econômica

O debate fiscal ocorre em meio a uma combinação de fatores que aumentam a pressão sobre a política econômica. Entre os pontos citados por Durigan estão:

  • a taxa de juros;
  • o cenário internacional;
  • a necessidade de preservar os compromissos sociais;
  • a melhora do resultado fiscal;
  • o avanço da dívida pública.

Dados do Banco Central citados na reportagem mostram que a dívida bruta do governo geral alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, o equivalente a R$ 11,1 trilhões. O indicador ficou acima dos 71,7% do PIB registrados em dezembro de 2022.

Responsabilidade fiscal e programas sociais

Durigan também afirmou que o governo quer apresentar propostas que conciliem responsabilidade fiscal e manutenção dos compromissos sociais de Lula. A linha defendida pela equipe econômica é a de construir medidas que ajudem a melhorar as contas públicas sem desmontar políticas já em curso.

O ministro disse ainda que pretende definir uma agenda de desenvolvimento com prioridades para diferentes setores da economia, sempre com foco em superávits nos próximos anos. A ideia é levar ao presidente um conjunto de alternativas que possa ser avaliado depois da viagem.

Nova rodada de conversas

A reunião no Palácio da Alvorada foi convocada por Lula e faz parte de uma primeira rodada de conversas ampliadas sobre a conjuntura econômica. A expectativa é que o presidente promova novos encontros com representantes da sociedade civil, empresários e integrantes do mercado financeiro.

Durigan afirmou que o governo quer dar transparência às propostas que serão construídas. Ele disse também que continuará ouvindo diferentes setores enquanto Lula estiver fora do país.

Quem participou da reunião

O encontro reuniu integrantes do governo federal, ex-ministros e economistas. Entre os participantes estavam:

  • Geraldo Alckmin, vice-presidente da República;
  • Dario Durigan, ministro da Fazenda;
  • Miriam Belchior, ministra da Casa Civil;
  • Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento;
  • Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos;
  • Aloizio Mercadante, presidente do BNDES;
  • Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda;
  • Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda;
  • Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES;
  • Eduardo Moreira, empresário e economista;
  • Laura Carvalho, economista.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi convidado, mas não participou do encontro por estar no período de silêncio do Copom, após a decisão sobre a taxa básica de juros.

Selic e o ambiente econômico

A discussão sobre a agenda fiscal ocorre um dia após o Copom interromper o ciclo de redução da taxa básica de juros. Na quarta-feira (4), o colegiado manteve a Selic em 13,75% ao ano, encerrando uma sequência de cinco cortes consecutivos.

Esse contexto ajuda a explicar por que o governo quer alinhar a política fiscal ao esforço de melhorar as condições macroeconômicas. A avaliação da equipe econômica é que o conjunto de medidas precisa levar em conta a trajetória da dívida, o comportamento dos juros e o ambiente internacional.

O que esperar do próximo passo do governo

A tendência é que as propostas sejam fechadas com base nos diagnósticos apresentados nas reuniões com economistas e demais convidados do Alvorada. Depois disso, o material será submetido à avaliação de Lula, já de volta ao país.

O governo também quer preservar o discurso de equilíbrio entre contas públicas e programas sociais. Por isso, a agenda fiscal deve ser apresentada como parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento, e não apenas como um pacote de cortes ou de ajuste isolado.

Perguntas frequentes

O que Dario Durigan vai discutir com Lula?

Durigan deve apresentar propostas para a agenda fiscal do governo, com foco em responsabilidade fiscal, contas públicas e manutenção de compromissos sociais.

Quando Lula deve analisar as propostas?

A avaliação deve ocorrer após o retorno do presidente da viagem internacional, prevista para terminar em 15 de novembro.

Houve anúncio de medidas fiscais específicas?

Não. Segundo a Agência Brasil, a reunião no Palácio da Alvorada não definiu medidas concretas de ajuste fiscal.

Resumo do cenário

A reunião no Alvorada marcou o início de uma rodada de conversas sobre a economia brasileira. Agora, Dario Durigan e a equipe econômica devem transformar o diagnóstico em propostas para levar a Lula, com a missão de equilibrar responsabilidade fiscal, dívida pública e compromissos sociais.