Brasil cede empate à Argentina e encerra testes na seleção feminina
Equipe abriu dois gols de vantagem, mas terminou em 2 a 2 na Arena Pernambuco e segue a preparação para a Copa do Mundo de 2027.

Em resumo
A seleção brasileira feminina empatou por 2 a 2 com a Argentina em 13 de outubro, na Arena Pernambuco. O Brasil abriu vantagem com Bia Zaneratto e Gio Garbelini, mas sofreu a reação adversária. O amistoso encerrou uma etapa de testes do elenco que se prepara para o Mundial de 2027.
A seleção brasileira feminina encerrou a Data Fifa de outubro com empate por 2 a 2 diante da Argentina, na terça-feira, 13 de outubro, na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata.
O Brasil chegou a abrir dois gols de vantagem, mas permitiu a reação das visitantes. O resultado veio depois da vitória brasileira por 3 a 1 no primeiro amistoso entre as equipes, disputado no Beira-Rio, em Porto Alegre.
Os confrontos fazem parte da preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. A comissão técnica aproveitou a sequência para observar diferentes atletas e formações.
Como a seleção brasileira feminina perdeu a vantagem?
Bia Zaneratto abriu o placar de cabeça, após cruzamento de Raíssa Bahia. Gio Garbelini ampliou a vantagem ainda na primeira etapa.
A Argentina diminuiu com Daiana Falfán e empatou no segundo tempo com Florencia Bonsegundo, em cobrança de pênalti.
O Brasil atuou com uma jogadora a mais durante parte considerável da etapa final, depois da expulsão de Sofía Dominguez. Mesmo assim, não conseguiu transformar a superioridade numérica em um novo gol diante de aproximadamente 30 mil torcedores.
Comissão técnica ampliou a observação de jogadoras
Arthur Elias promoveu alterações em relação à equipe que iniciou o primeiro amistoso. A estratégia esteve ligada ao objetivo de avaliar possibilidades para a formação do elenco.
Ao longo da Data Fifa, 27 das 28 convocadas participaram das partidas. Essa distribuição ampliou o material de avaliação da comissão, embora também tenha exigido ajustes de entrosamento.
Amistosos de preparação reúnem objetivos diferentes. Além do resultado, permitem observar respostas individuais, combinações de jogadoras e comportamentos em situações que poderão aparecer em jogos oficiais.
Isso não torna o placar irrelevante. A dificuldade de transformar uma vantagem numérica em oportunidades e gols oferece um ponto concreto para a continuidade do trabalho.
Lesões também marcaram a sequência
O primeiro jogo contra a Argentina trouxe baixas para a equipe. Bruninha sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito, enquanto Angelina teve uma fratura nasal.
As duas deixaram de estar disponíveis para o segundo amistoso. A situação reforça a importância de ampliar as opções observadas, especialmente em uma preparação sujeita a mudanças de disponibilidade.
O impacto de cada lesão depende da evolução clínica e da recuperação individual. Por isso, não é possível transformar o diagnóstico em uma previsão exata de retorno sem informação médica atualizada.
Próximos amistosos serão contra o Japão
A sequência de preparação inclui dois jogos contra o Japão, fora de casa: 29 de novembro, em Hiroshima, e 5 de dezembro, em Okayama.
A escolha oferece outro tipo de desafio para a seleção, com deslocamento internacional e enfrentamento de uma adversária diferente da Argentina. Os compromissos ampliarão as observações antes da definição do grupo para o Mundial.
A realização de jogos em estádios brasileiros que receberão a Copa também integra a preparação. Além do aspecto esportivo, essa aproximação permite fortalecer a relação entre equipe e torcida antes de um torneio disputado em casa.



