Casca de guaraná pode ganhar novo valor com técnica que usa açúcar

Em resumo
Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um método para extrair compostos da casca do guaraná usando um solvente com glicose. A técnica busca substituir processos com substâncias mais problemáticas e aproveitar resíduos da produção. Os resultados apontam possibilidades para novos ingredientes, ainda sujeitas à avaliação em escala industrial.
A casca do guaraná pode deixar de ser apenas um resíduo para se tornar fonte de compostos de interesse industrial. Pesquisadores da Unicamp estudaram um método de extração que utiliza glicose, ácido cítrico e 1,3-propanodiol.
A mistura permitiu recuperar cafeína e compostos antioxidantes. A proposta busca reduzir a dependência de solventes convencionais e simplificar etapas do processamento.
Casca do guaraná abre caminho para novos ingredientes
Segundo o estudo divulgado pela Agência FAPESP, o método tem potencial para aplicações em cosméticos e outros bioprodutos. A formulação também pode evitar uma etapa de remoção do solvente, dependendo da aplicação pretendida.
A oportunidade está em aproveitar melhor uma matéria-prima já processada pela cadeia produtiva. Isso, porém, não significa que exista um produto comercial pronto.
Entre o resultado de laboratório e a indústria, entram questões como padronização, custo, estabilidade e segurança do uso final. São essas avaliações que determinarão se a técnica poderá transformar o resíduo em um ingrediente viável.



