Noticias

Janja entrega relatório sobre bets a Fux no STF

Durante audiência no STF, a primeira-dama entregou ao ministro Luiz Fux um estudo detalhado sobre os efeitos das casas de apostas nas famílias brasileiras.

4 min de leitura

Janja entrega relatório sobre bets a Fux em audiência pública no STF
Foto: Jovem Pan

Em resumo

Em 3 de novembro de 2026, Rosângela da Silva (Janja) entregou a Luiz Fux, do STF, um relatório do Estúdio Clarice sobre o impacto das apostas online. O estudo destaca o peso financeiro e emocional do vício em jogos de azar sobre as mulheres e suas famílias, contexto de uma MP que proíbe as bets.

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, entregou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux um relatório detalhado sobre o impacto das bets no Brasil. A entrega ocorreu durante audiência pública realizada na terça-feira, 3 de novembro de 2026, que discutiu a regulamentação e a proibição das casas de apostas online no país. O documento, desenvolvido pelo Estúdio Clarice, busca evidenciar os custos sociais e familiares do vício em apostas online.

O contexto da audiência pública no STF

A audiência foi marcada na semana anterior ao encontro e teve como objetivo ouvir diversos setores envolvidos no debate sobre as apostas online. O ministro Luiz Fux, que é relator das ações contra a medida provisória que proíbe as bets no Brasil, presidiu a sessão. O decreto governamental que vetou as apostas foi assinado no final de setembro de 2026, o que intensificou as discussões jurídicas e políticas sobre o tema.

Segundo o portal Jovem Pan, a convocação incluiu uma ampla gama de participantes para garantir uma visão ampla do impacto das apostas. Entre os convidados estavam:

  • Times de futebol, como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa;
  • Empresas do setor de apostas;
  • A Procuradoria-Geral da República (PGR);
  • O Ministério da Fazenda;
  • A Advocacia Geral da União (AGU);
  • A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL);
  • O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR);
  • A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O conteúdo do relatório entregue por Janja

O documento intitulado “Mulheres e Bets, o custo das apostas online para as brasileiras e suas família” foi citado por Fux no início da reunião. O ministro descreveu o material como “bastante volumoso e detalhado sobre o novo panorama, sobre as bets”. A ênfase do relatório recai sobre o efeito desproporcional do vício em apostas sobre a estrutura familiar, com foco específico no papel das mulheres.

Em publicação nas redes sociais, Janja escreveu: “O vício nas apostas online se tornou um problema de saúde pública que não afeta apenas a vida de quem aposta, ele adoece toda a família, principalmente as mulheres. São as mulheres que sentem o principal peso desse vício”. Essa perspectiva busca posicionar a discussão das bets não apenas como uma questão econômica ou regulatória, mas como uma crise de saúde pública com impactos sociais profundos.

A posição do ministro Fux sobre a proibição

Durante a sessão, Luiz Fux defendeu a manutenção da proibição das apostas online. Ele rebateu críticas que questionavam a imparcialidade de sua convocação, negando que tenha chamado apenas grupos favoráveis à retomada das atividades. “Não procede a informação que eu só convoquei empresas e times de futebol”, afirmou o ministro.

Fux também relembrou trechos de seu voto anterior, feito durante o período de regulamentação das casas de apostas. Naquela ocasião, o ministro já havia apontado riscos associados aos jogos de azar, mencionando tentativas de suicídio e casos de violência doméstica ligados ao vício. Essa postura demonstra uma coerência em sua argumentação técnica e moral contra a expansão irrestrita do setor.

Implicações para a política e a sociedade

A audiência e a entrega do relatório inserem o tema das bets no centro do debate político e jurídico de 2026. A existência de uma medida provisória proibitiva, aliada a um estudo detalhado sobre seus danos sociais, cria um cenário onde a argumentação pró-proibição ganha lastro em dados e na defesa de vulneráveis. A presença de grandes clubes de futebol na audiência ressalta a complexidade do tema, já que patrocinios e parcerias com times são uma das principais fontes de receita para as plataformas de apostas.

O envolvimento de órgãos federais, como a Fazenda e a AGU, indica que a discussão vai além do aspecto comportamental, tocando diretamente em questões fiscais e legais. A sociedade civil, representada por associações e institutos, busca pressionar por uma regulação que priorize a saúde pública e a proteção das famílias.

Perguntas frequentes

Quem entregou o relatório sobre as bets ao STF?

A primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) entregou o documento ao ministro Luiz Fux durante a audiência pública de 3 de novembro de 2026.

Qual é o foco principal do relatório entregue por Janja?

O estudo, desenvolvido pelo Estúdio Clarice, foca no impacto do vício em apostas online nas famílias brasileiras, destacando o peso financeiro e emocional que recai principalmente sobre as mulheres.

Qual é a posição de Luiz Fux sobre as apostas online?

O ministro defende a proibição das bets, citando riscos de saúde pública como tentativas de suicídio e violência doméstica, e rebateu críticas sobre a composição dos convidados da audiência.