Dólar sobe e se aproxima de R$ 5,49
O dólar voltou a ganhar força e encerrou perto de R$ 5,49 nesta quinta-feira, em um dia de maior aversão ao risco no exterior. A bolsa brasileira também recuou, pressionada pelo cenário internacional e por fatores domésticos.

Em resumo
Nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, o dólar fechou em alta e se aproximou de R$ 5,49, enquanto o Ibovespa caiu, segundo a Agência Brasil. O movimento refletiu a instabilidade global, com forte queda de ações ligadas à inteligência artificial em Wall Street, além das discussões no Brasil sobre Selic e política econômica.
O dólar subiu nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, e voltou a se aproximar de R$ 5,49, enquanto a bolsa brasileira encerrou em queda. Segundo a Agência Brasil, o movimento foi influenciado pela piora do humor nos mercados internacionais, com destaque para as perdas em Wall Street e a busca de investidores por ativos mais seguros.
O que aconteceu com o dólar e a bolsa
No fechamento do pregão, o dólar à vista avançou 0,67% e terminou cotado a R$ 5,4876. Já o Ibovespa recuou 0,82%, aos 166.191,45 pontos. O volume financeiro da bolsa somou R$ 31,16 bilhões.
A alta da moeda estadunidense ocorreu em um ambiente de maior cautela entre os investidores. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, subiu 0,09% e fechou em 101,560 pontos.
Por que o dólar ganhou força
De acordo com a Agência Brasil, a pressão veio principalmente do exterior. O mercado reagiu mal às fortes perdas de ações ligadas à inteligência artificial e à tecnologia nos Estados Unidos, o que aumentou a aversão ao risco. Nesse tipo de cenário, investidores costumam reduzir a exposição a ativos considerados mais arriscados e buscar proteção no dólar.
As ações de empresas de tecnologia, semicondutores e datacenters tiveram quedas expressivas em Wall Street. Os principais índices dos Estados Unidos terminaram o dia com perdas relevantes:
- Nasdaq: 24.315,00 pontos, queda de 5,52%
- S&P 500: 7.353,73 pontos, queda de 4,36%
- Dow Jones: 51.523,06 pontos, queda de 3,44%
O que pesou no mercado brasileiro
No Brasil, além do cenário externo, os investidores acompanharam a manutenção da Selic em 13,75% ao ano e as discussões sobre a política econômica do governo Lula. Segundo a Agência Brasil, Lula se reuniu com ministros, ex-ministros e conselheiros para debater os rumos da economia.
Após o encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende aprofundar a análise de medidas econômicas, sem anunciar ações específicas. A publicação também destacou que o Comitê de Política Monetária, o Copom, interrompeu uma sequência de cinco cortes na taxa básica de juros.
Como foi o pregão da bolsa
O Ibovespa começou o dia em alta e chegou a se aproximar dos 169 mil pontos, mas perdeu força ao longo da sessão. No fechamento, o índice marcou 166.191,45 pontos, com queda de 0,82%.
A máxima do dia foi de 168.994,33 pontos, enquanto a mínima ficou em 166.249,09 pontos. O desempenho refletiu tanto o ambiente internacional mais negativo quanto a leitura dos investidores sobre os sinais da política monetária e fiscal no país.
Destaques do dia para o mercado
Além do noticiário sobre juros e câmbio, a Agência Brasil informou que a produção industrial brasileira caiu 0,8% em setembro na comparação com agosto. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve retração de 2,5%.
Esse conjunto de fatores ajudou a manter o mercado em compasso de espera. Em um ambiente de instabilidade global, qualquer sinal de desaceleração econômica ou de incerteza sobre juros tende a aumentar a cautela dos investidores.
O que observar daqui para frente
Para quem acompanha o mercado, o principal ponto é que o dólar segue sensível a dois vetores ao mesmo tempo: o humor externo e as expectativas domésticas. Quando há piora nas bolsas internacionais, especialmente nos Estados Unidos, a pressão costuma se espalhar para moedas de países emergentes.
No Brasil, o comportamento do câmbio também depende das próximas sinalizações sobre política econômica e da leitura do mercado sobre a trajetória dos juros. A manutenção da Selic em 13,75% ao ano continua no radar dos investidores, assim como qualquer indicação de novas medidas fiscais.
Resumo rápido do dia
- O dólar fechou em alta de 0,67%
- A cotação terminou em R$ 5,4876
- O Ibovespa caiu 0,82%
- Wall Street teve fortes perdas, puxadas por tecnologia e inteligência artificial
- O mercado acompanhou a Selic em 13,75% ao ano e as discussões econômicas no Brasil
Perguntas frequentes
Por que o dólar subiu hoje?
O dólar ganhou força por causa da maior aversão ao risco nos mercados internacionais, especialmente após fortes quedas em ações de tecnologia e inteligência artificial nos Estados Unidos.
Quanto fechou o dólar nesta quinta-feira?
Segundo a Agência Brasil, o dólar à vista encerrou a sessão cotado a R$ 5,4876, com alta de 0,67%.
O que aconteceu com o Ibovespa?
O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,82% e fechou aos 166.191,45 pontos, acompanhando o mau humor dos mercados externos e as incertezas domésticas.
Conclusão
O dia foi marcado por fuga de risco no exterior e reflexos imediatos no Brasil. Com o dólar perto de R$ 5,49 e a bolsa em queda, o mercado mostrou sensibilidade tanto às perdas em Wall Street quanto às discussões sobre juros e política econômica no país.



